Após ser descoberta servidora, "Maladrinha da 44" muda discurso e diz nunca ter passado fome
Em novo vídeo, Ana Paula aparece toda nervosa, tentando explicar que suas palavras foram mal interpretadas.

A servidora da Câmara de Goiânia, Ana Paula, a agora conhecida popularmente como a "Malandrinha da 44", que foi desmascarada há dias atrás, mudou o discurso ao voltar a falar para "meia dúzia" de camelôs do Setor Norte Ferroviário, região onde fica o polo da moda em Goiânia. Vídeo no final do texto
Até o início do mês, Ana Paula e Lidiane Leão, então líderes do movimento, gritavam aos quatro ventos que estavam “passando fome” depois que suas bancas irregulares foram removidas da 44, porém, foram descobertas que, na verdade, seus bolsos estavam bem forrados – somando quase R$ 10 mil por mês de salário público pago pela Câmara da Capital. Isso mesmo: enquanto choravam na frente das câmeras, embolsavam dinheiro público como assessoras parlamentares.
Agora, Ana Paula, a mais barulhenta da dupla, que recebe R$ 8,5 mil mensais no gabinete do vereador Oséias Varão (PL), mudou o discurso e diz que nunca falou em ter passado fome, mas, que sim, seus amigos camelôs estariam nessa situação.
Todos sabem que R$ 8,5 mil não é salário de um milionário, mas para quem dizia não ter o que comer, já é muito mais do que a grande maioria dos camelôs de verdade consegue.
Após a farsa veio à tona houve mudança de roteiro.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Ana Paula apareceu toda nervosa, tentando se explicar. Disse que suas palavras foram mal interpretadas. Quer dizer, na hora de arrancar lágrima do povo, valia tudo. Agora, quando o salário público virou manchete, veio o recuo.
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A ideia inicialmente era usar trabalhadores para tentar ganhar holofotes – e, quem sabe, votos no futuro para políticos que defendem, e com isso manter seu proventos no setor público. Só esqueceram que em tempos de redes sociais e olhos atentos, a verdade vem à tona rapidinho.
O que também chama atenção é a saída "estratégica" das duas do comando das manifestações. Alegam “desentendimentos internos”, mas a realidade é que ficaram sem moral para liderar qualquer luta. A base, que de fato sofre com a repressão e a falta de oportunidades, se sentiu traída. Só para ter ideia, no novo vídeo, a manifestação parece esvaziada.
Resumo da ópera: fome mesmo, as "Malandrinhas da 44" nunca passaram. O que elas têm é fome de poder, de cargo, de privilégio.
Segue, na íntegra, o direito de resposta solicitado por Ana Paula e Lidiane:
“Não somos ‘Malandrinhas’, SOMOS MÃES e GUERREIRAS DA 44”
Em respeito à verdade dos fatos e ao direito fundamental à dignidade, vimos, por meio desta, exercer nosso direito de resposta diante das calúnias e difamações recentemente veiculadas, que atingiram injustamente nossa honra e reputação enquanto mulheres trabalhadoras.
É lamentável que, em pleno século XXI, ainda enfrentemos preconceitos e ataques motivados por desinformação e intolerância. Fomos acusadas de forma leviana e irresponsável pelo simples fato de conciliarmos duas atividades dignas: o trabalho como camelô, que garante o sustento de muitas famílias brasileiras, e o exercício de funções como servidoras públicas, desempenhadas com ética, dedicação e respeito à sociedade.
Ressaltamos que todo o nosso trabalho é pautado pela honestidade, transparência e pelo compromisso com o bem-estar coletivo. Não há qualquer ilegalidade ou irregularidade em exercer atividades lícitas para garantir melhores condições de vida para nós e nossas famílias. Repudiamos veementemente qualquer tentativa de desmerecer ou criminalizar a luta diária das mulheres, especialmente das que, como nós, enfrentam duplas jornadas para conquistar seus sonhos e contribuir com a sociedade.
Por fim, exigimos respeito e responsabilidade na divulgação de informações, lembrando que a honra e a dignidade são direitos invioláveis, protegidos pela Constituição Federal. Seguiremos firmes, trabalhando com integridade e orgulho, certos de que a verdade sempre prevalecerá.
Mães da 44, enquanto houver sol, haverá luta.













