Assembleia de Goiás vira ninho de criminosos com crachá e salário público
Dois servidores da Alego são presos em menos de seis meses, e o silêncio do presidente Bruno Peixoto ecoa mais alto que as sirenes da polícia

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) virou, nos últimos meses, vitrine de escândalos e escudo de criminosos com crachá. Em menos de seis meses, dois servidores da Casa — nomeados durante a presidência de Bruno Peixoto (UB) — foram presos, um por corrupção bilionária com documentos públicos e outro por ser mentor de sequestro relâmpago. Isso mesmo: de sequestro.
Cristiano Oliveira de Siqueira, procurador da Alego com salário de R$ 46,8 mil, foi preso por envolvimento num esquema de falsificação de documentos do ITCMD, ele já era velho conhecido da Justiça: em 2024, foi alvo de busca e apreensão por suspeita de participar de venda de sentenças judiciais. Mesmo assim, seguiu nomeado e com crachá ativo dentro da Casa.
Segundo a Polícia Civil, o grupo do qual fazia parte movimentou R$ 351,8 milhões, com sacados em espécie R$ 3,9 milhões — parte disso, de dentro da própria Alego.
Já Josemar Alencar Linhares de Oliveira, ex-assessor comissionado, foi preso no Aeroporto de Brasília quando tentava fugir para os Estados Unidos. Ele é acusado de ser o mentor do sequestro de um empresário paulista, enganado com promessa de negócios. Após ser rendido com arma na cabeça, o empresário foi agredido e forçado a transferir R$ 6,8 mil por Pix. Josemar ainda postou nas redes uma foto no embarque: “Até breve, Brasil. Partiu”.
O que mais espanta é o silêncio do presidente da Assembleia, Bruno Peixoto, diante desses escândalos. Em qualquer instituição minimamente séria, prisões desse nível provocariam afastamentos imediatos, apuração interna e freio moral. Mas na Alego, parece que a regra é o contrário: quanto mais ficha suja, mais perto do gabinete.
Enquanto a população se vira com transporte caro, hospital lotado e salário atrasado, tem servidor da Alego planejando golpe milionário e sequestro de empresário.
Afinal, quem é que está fiscalizando os fiscais do povo? Até quando a Alego vai ser abrigo de bandido com paletó?












