Doutorado pode ser perda de tempo na era da IA, diz ex-google

A corrida por diplomas avançados pode estar virando um beco sem saída para a geração Z. O alerta vem de Jad Tarifi, fundador da primeira equipe de inteligência artificial generativa do Google. Para ele, jovens que buscam doutorado para se destacar no mercado podem acabar desperdiçando anos de suas vidas, já que a tecnologia avança em ritmo muito mais rápido do que a academia consegue acompanhar.
O diagnóstico não é isolado. Sam Altman, CEO da OpenAI, afirmou neste mês que o GPT-5 já opera com desempenho comparável ao de alguém com doutorado em qualquer área. Bill Gates também admitiu surpresa com a velocidade do avanço da IA, que começa a desvalorizar até profissões antes consideradas intocáveis, como medicina e direito.
A crítica expõe o descompasso entre universidades e mercado. Tarifi defende que o futuro não será garantido por títulos acadêmicos, mas por habilidades humanas como criatividade, consciência emocional e capacidade de conexão. Em outras palavras, enquanto o ensino superior se perde em currículos engessados e caros, a tecnologia redefine as regras do jogo — e a geração Z corre o risco de chegar atrasada.












