Em um ano, ex-secretário embolsou R$ 30 mil de aluguel da prefeitura enquanto estava no cargo
Após ser descoberto, ex-secretário se revoltou e partiu para ataques pessoais contra o prefeito e a primeira-dama em suas redes sociais. Ele fala em “traição política”.

O ex-secretário de Articulação Política de Uruaçu, Marciell Lázaro de Araújo Silva, demitido pelo prefeito Azarias Machado Neto, o Machadinho (MDB), na manhã do último dia 8, após pressionar atual gestão a pagar dívidas de aluguéis de um imóvel em nome de terceiros que ele afirma ser o proprietário.
Ocorre que Marciell, além de ser secretário na gestão passada, também recebia, no mesmo período, aluguéis de um imóvel seu alugado para funcionar como unidade de saúde do município.
Segundo fontes, o ex-secretário pressionava a gestão atual para manter o contrato mesmo após o fim do mandato de Valmir, o que levantou suspeitas de favorecimento pessoal.
Mais que imoral, a prática pode configurar ilegalidade — afinal, um servidor público não pode firmar contrato com a própria Administração da qual faz parte.
Pior: após ser exonerado, Marciell partiu para ataques pessoais contra o prefeito e a primeira-dama em suas redes sociais. Em vídeos e postagens, tentou inverter a narrativa se colocando como vítima de uma suposta “traição política”. Mas o que parece mesmo é que perdeu uma boquinha que vinha rendendo bem.
Documentos obtidos no Portal da Transparência mostram que Marciell, durante diferentes gestões, embolsou milhares de reais com contratos de aluguel firmados com a Prefeitura — mesmo sendo nomeado em cargos de confiança. Somente em 2017, foram mais de 28 mil somente de aluguel, fora o salário de secretário que recebia.
Uma prática, no mínimo, escandalosa. Em vídeo publicado por ele próprio, confessou que sempre recebeu seus aluguéis em dia, deixando claro que o modelo se repetia ano após ano.
O caso deve ser investigado pelo Ministério Público, investigue a fundo e como esse esquema foi sustentado por tanto tempo.
Como todos sabem, o dinheiro público deve servir à população — não para engordar o patrimônio de quem já está no poder.












