Ex-secretário de Vilmar usou contrato “carona” para torrar mais de meio milhão com advogado
Einstein Paniago, que foi secretário de Fazenda, acumulou cargo de presidente do AparecidaPrev e aderiu à ata do Maranhão para repassar montante a escritório de advocacia sem estudo técnico

O Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) notificou o ex-presidente do AparecidaPrev, Einstein Almeida Ferreira Paniago, para que se explique sobre um contrato firmado em 2022, durante sua gestão e do ex-prefeito Vilmar Mariano (UB), no valor de R$ 618,8 mil, pago como honorários por serviços de compensação previdenciária.
O contrato foi firmado por adesão a uma ata de registro de preços do Instituto de Previdência do Maranhão, prática conhecida como “carona”, prevista na legislação. A empresa contratada teria direito a 13% do valor recuperado, o que totalizou R$ 4,76 milhões aos cofres do município. O problema é que, segundo o TCM, faltam documentos básicos que justifiquem os valores cobrados e a real vantagem para o município.
A atual presidente do instituto, Márcia Tinoco Silva, também aparece na documentação oficial, mas o foco da investigação é a gestão anterior. O TCM quer que Paniago apresente defesa e comprove que os preços estavam dentro do mercado à época da contratação.
O tribunal não apontou, até o momento, ilegalidade no processo, mas cobra mais transparência, especialmente por se tratar de recursos previdenciários dos servidores públicos de Aparecida de Goiânia.
Caso não cumpra a notificação, o ex-gestor poderá ser multado, conforme prevê a Lei Orgânica do Tribunal.















