O vereador Fabrício Rosa (PT) criticou a forma como parte dos parlamentares da Câmara de Goiânia tem conduzido a proposta de criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o contrato da Limpa Gyn, empresa responsável pela coleta de lixo da capital.
Segundo ele, o movimento não teria como principal objetivo fiscalizar o serviço, mas sim pressionar o prefeito Sandro Mabel (UB) para conseguir mais espaço na gestão.
“Uma parcela grande dos vereadores faz política a partir da garantia de uma estrutura maior na prefeitura. Então, propõem a CEI como forma de pressionar o prefeito para ampliar cargos no primeiro e no segundo escalão, além de comissionados”, disse.
Fabrício afirmou que, por essa razão, optou por não assinar o requerimento.
“Me parece muito mais uma forma de ameaçar e pressionar o prefeito do que um desejo genuíno de ver a prestação de serviço da Limpa Gyn funcionando”, declarou.
Problemas reconhecidos
O petista reconheceu que a empresa enfrenta problemas e que há reclamações constantes.
“Recebemos muitas denúncias de bairros sem atendimento, coletas atrasadas e valores altos pagos à empresa. São questões que precisam ser fiscalizadas”, afirmou.
Para ele, no entanto, a CEI como está sendo articulada não demonstra real interesse em resolver esses problemas.
O vereador também comentou que, apesar da necessidade de fiscalização, “a Câmara não parece tão preocupada” com as falhas do contrato, e que o debate deveria se concentrar no interesse público, e não em disputas por cargos e influência.