Função de presidente do Legislativo é muito mais que bater ponto e abrir sessões
Reduzir atuação de um chefe de poder a número de sessões é erro ou maldade jornalística. Veja como Romário Policarpo comandou nos bastidores e, aí, sim, marcou presença sendo decisivo em pautas importantes

Uma reportagem recente, publicada por um tradicional veículo da imprensa goiana, levantou os índices de presença do presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo (PRD), nas sessões ordinárias do primeiro semestre de 2025. O dado frio — 25 presenças presenciais em 62 sessões — parece ter sido jogado à opinião pública sem o devido contraponto: o que, afinal, faz um presidente de Câmara?
Chama atenção, e causa estranhamento a este jornalista político, que um tema tão sensível seja tratado com tanta superficialidade. Reduzir a atuação de um chefe de Poder Legislativo a uma estatística de plenário é, no mínimo, desconhecer o peso institucional, político e administrativo que o cargo carrega — e ignorar que boa parte da política se decide longe do microfone.
Este texto não é uma defesa pessoal. Tampouco se trata de blindagem política. Mas se há algo que o jornalismo não pode tolerar é a distorção por omissão — quando, ao contar apenas parte dos fatos, cria-se uma narrativa enviesada. E é justamente por isso que vale esclarecer: a função de presidente da Câmara vai muito além da frequência em plenário.
Romário Policarpo, reeleito para o cargo com a unanimidade dos 37 vereadores, atua em múltiplas frentes. No primeiro semestre deste ano, liderou articulações centrais para o bom funcionamento da máquina pública. Foi peça-chave para destravar projetos sensíveis, como o que regulamenta o pagamento de emendas parlamentares — tema espinhoso que gerava ruídos entre Executivo e Legislativo.
Mais recentemente, em pleno mês de recesso, Policarpo conduziu a aprovação, em tempo recorde, de duas pautas prioritárias para o funcionalismo da Educação: o piso nacional dos professores e o auxílio-locomoção dos servidores. As votações foram realizadas com agilidade suficiente para garantir os pagamentos ainda na folha de julho.
Nos bastidores, ele foi responsável pela construção da maior base de apoio ao Executivo na Câmara desde a redemocratização. A sintonia entre o prefeito Sandro Mabel (UB) e o Legislativo não se dá por acaso. É resultado de uma interlocução habilidosa, promovida por Policarpo, que hoje sustenta a governabilidade com estabilidade e diálogo.
No front administrativo, sua gestão toca uma série de iniciativas estruturantes: desde a ampliação da sede do Legislativo e a realização de concurso público, até a modernização tecnológica da Casa, com digitalização total dos processos e investimentos inéditos na TV Câmara. Sob sua gestão, também foram criadas ouvidorias temáticas e reativada a Escola do Legislativo — iniciativas que ampliam o alcance da Casa junto à sociedade.
E não se trata apenas de um gestor. Policarpo também segue vereador de base. Com forte presença eleitoral na região Norte da capital, tem atuado em demandas cotidianas, como recapeamento, iluminação pública e manutenção urbana — a face mais visível da política para o cidadão comum.
É legítimo questionar a presença de parlamentares. Mas é também necessário ampliar a lente. Porque nem sempre quem está no plenário está, de fato, presente nos rumos da cidade. E muitas vezes, quem articula, constrói consensos e garante a fluidez institucional está justamente onde a política é feita de verdade: nos bastidores, na mediação, na construção silenciosa — porém decisiva — das soluções.













