Inflação no Brasil está mais alta para pobres do que para ricos

Dados divulgados neste mês pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que a inflação acumulada em 12 meses para as famílias com renda domiciliar muito baixa (menos de R$ 2.105,99 por mês) aumentou de 4,34% em setembro para 4,99% em outubro. Em contraste, a inflação para os mais ricos desacelerou, atingindo 4,44% no mesmo período.
Este aumento para os mais pobres é impulsionado principalmente pelos preços dos alimentos e da energia elétrica, itens que compõem uma parcela significativa do orçamento dessas famílias. A pesquisadora do Ipea consultada pela reportagem destacou que, após a supersafra de 2023, já se esperava uma elevação nos preços dos alimentos em 2024. No entanto, essa alta foi exacerbada por problemas climáticos significativos, como a forte seca e as queimadas que afetaram diversas culturas agrícolas ao longo do ano.
Por outro lado, os mais ricos conseguem mitigar os efeitos da inflação com maior facilidade, os mais pobres enfrentam dificuldades crescentes para equilibrar suas finanças diante do aumento dos custos básicos de vida.














