Nada justifica a violência, e quem defende a agressora da 44 apoia desordem e a covardia

A cena registrada na região da 44, nessa quinta-feira (14), é mais um retrato do total desrespeito à lei e ao servidor público. A agressão cometida pela ambulante contra o fiscal da Sefic não é apenas um ato de violência física — é um ataque direto ao trabalho de quem cumpre o dever de manter a ordem no espaço público.
Não existe justificativa para levantar a mão contra um agente, ou qualquer outra pessoa, que está ali executando uma função determinada por lei. A vendedora não foi pega de surpresa. Pelo contrário: foi notificada várias vezes, teve tempo para se regularizar e optou por seguir na ilegalidade. Na hora em que a fiscalização finalmente agiu, escolheu reagir com violência.
Esse tipo de comportamento não pode e não deve ser tolerado. Se cada cidadão decidir reagir com agressão quando for autuado, o que teremos é o caos, a inversão de valores e o enfraquecimento das regras que garantem uma cidade organizada.
Além de manchar a imagem dos trabalhadores informais que atuam dentro da lei, a atitude da agressora deixa claro que não era falta de informação, e sim falta de respeito. E, nesse caso, a lei precisa ser aplicada com rigor — tanto pelo comércio irregular quanto pela agressão a um servidor em serviço.
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