Operação que derrubou governador do Tocantins, primeira-dama e ex ganha apelido da oposição
Segundo a PF e o STJ) o trio teria participado de um esquema que desviou parte dos R$ 97 milhões destinados à compra de cestas básicas na pandemia

O Tocantins mergulha em mais um capítulo da crise que mistura poder, família e escândalo. O afastamento do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), da primeira-dama Karynne Sotero e do empresário PC Lutosa já ganhou apelido popular: o “trisal da corrupção”. A expressão, usada até pelo ex-senador Ataídes Oliveira, resume o enredo de um caso que une relações pessoais e políticas em contratos milionários.
Segundo a Polícia Federal e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o trio teria participado de um esquema que desviou parte dos R$ 97 milhões destinados à compra de cestas básicas e frangos congelados na pandemia. Parte dos valores, dizem os investigadores, pode ter financiado empreendimentos de luxo, como uma pousada em nome de um dos filhos do governador.
Karynne, que chefiava a Secretaria Extraordinária de Participações Sociais, também foi afastada. O episódio reforça a crise de credibilidade do Estado, que há quase duas décadas não vê um governador concluir o mandato. Analistas afirmam que o Tocantins paga a conta: “É instabilidade que espanta investimentos e castiga a população”. A defesa do casal nega as acusações.















