Sem Bolsonaro, a direita tem um plano para derrotar Lula em 2026
Estratégia é lançar vários nomes e unir forças na reta final

O governador Ronaldo Caiado (UB) deu nessa segunda-feira (18) uma pista clara da articulação da direita para tentar derrotar o presidente Lula (PT) em 2026, já que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficará fora da disputa por está inelegível. Em entrevista ao programa Estúdio I, da GloboNews, o goiano defendeu que o campo conservador lance mais de um candidato à presidência, abrindo espaço para que o PT não lidere isolado no primeiro turno.
Apesar de não citar nomes, Caiado se referia aos pré-candidatos Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, além de sua própria candidatura. A lógica é simples: cada governador, com alta aprovação em seus estados, usaria a pré-campanha e campanha eleitoral para se projetar nacionalmente. O mais bem colocado no primeiro turno disputaria a vaga no segundo, contando com o apoio automático dos demais para tentar derrotar Lula.
Na avaliação de Caiado, a maior ameaça é o uso da máquina pública pelo petista. O governador afirmou que Lula “não tem pudor” em empregar recursos do governo para turbinar sua candidatura.
A direita, portanto, aposta numa estratégia coletiva, ainda que fragmentada, para se unir na reta final contra o PT.













