Lula ressuscita orçamento secreto de Bolsonaro, agora com selo "oficial"

Lula (PT) decidiu seguir os passos do ex-presidente Bolsonaro (PL), a quem criticava na campanha eleitoral, e criou um novo tipo de orçamento secreto — agora com cara de “extra” e cheiro de acordo político. O Ministério da Saúde está liberando R$ 3 bilhões para que parlamentares façam indicações fora do sistema de emendas. A distribuição segue critérios nada técnicos: quem é aliado, leva.
Na prática, prefeitos devem cadastrar os pedidos diretamente no sistema do ministério, mas sem citar o nome do deputado ou senador que apadrinha a verba. O objetivo? Sigilo. Tudo controlado por lideranças partidárias e gente de confiança no Planalto.
No comando da operação estão nomes conhecidos do velho esquema: Mariângela Fialek, a “Tuca” — que cuidava das planilhas do orçamento secreto de Bolsonaro — e Ana Paula Magalhães Lima, do gabinete de Alcolumbre, responsável pela parte do Senado.
Nem a Secretaria de Relações Institucionais nem o Ministério da Saúde quiseram comentar o assunto. Mas a planilha anda, a grana sai e a transparência… essa ficou pelo caminho.













