Presidente fecha corredor e manda expulsar jornalista da Câmara de Aparecida

No melhor estilo “meu povo... só se for o de dentro”, o presidente da Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia, Gilsão Meu Povo (MDB), resolveu inovar na arte de trancar portas e escancarar suspeitas. Após o término da sessão ordinária desta quinta-feira (15), Gilsão convocou, com ares de urgência apocalíptica, uma reunião secreta com todos os vereadores. Até aí, nada de novo no front aparecidense, onde o sigilo costuma valer mais que o regimento interno.
Mas a cereja do bolo veio na forma de uma ordem expressa: evacuação total do quarto andar, onde estão o gabinete da presidência e a sala de reuniões. Nem um mosquitinho institucional teria passagem. Pior para o jornalista Ronaldo Coelho, que foi sumariamente “convidado a se retirar” do hall, como se sua simples presença ameaçasse a estabilidade do município. Estava lá apenas para cumprir seu papel — aquele mesmo que, segundo a Constituição, garante o livre exercício da imprensa.
A pauta da reunião segue tão secreta quanto o tempero da receita de Coca-Cola. O que será que motiva tanto mistério? Uma articulação política? Um rolo interno? Uma coletiva sobre o sumiço da transparência? Ninguém sabe, ninguém viu — mas a blindagem institucional já disse tudo sem precisar de palavras.













