"Não precisamos de estrelas", diz presidente do PSG
Nasser Al-Khelaifi afirma que clube precisa de "jogadores que respeitem a camisa" e cita acordo sobre futuro de Mbappé, sem dar detalhes

As saídas de Messi e Neymar no começo da atual temporada transformaram o perfil do elenco do PSG. Depois de dois anos investindo nas contratações de atletas de peso mundial, o clube decidiu buscar jogadores de menor badalação, apostou em nomes franceses e tirou o rótulo de "galáctico" da equipe. E o presidente Nasser Al-Khelaifi deixou claro que foi uma escolha deliberada de perfil, dizendo que o PSG hoje "não precisa" mais acumular astros.
Não precisamos de estrelas. Hoje a estrela é o Paris Saint-Germain."
— Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG
- Precisamos de jogadores que respeitem a camisa, que respeitem o clube e que deem tudo pelo logotipo ou pela camisa do Paris Saint-Germain. O que queremos? Ninguém pode garantir o resultado - disse, em entrevista veiculada pelo jornal "L'Équipe" e a rádio "RMC".
O presidente do PSG afirmou que, apesar das saídas de peso, continua achando que o o elenco parisiense é um dos melhores do mundo - indicando Mbappé como o melhor do planeta. E tentou tirar o foco de uma conquista da Liga dos Campeões, obsessão desde que os donos cataris passaram a controlar o clube, em 2011, admitindo que talvez a diretoria tenha colocado peso demais na competição.
- Talvez, talvez. Mas mesmo com a chegada de um novo investidor o futebol não é fácil. Estamos aguardando, queremos montar um time que jogue um bom futebol, ofensivo. É um prazer para os torcedores e para vocês, a mídia, assistir aos jogos - pontuou.
Al-Khelaifi comentou sobre as declarações de Messi após a saída do clube, nas quais demonstrou mágoa por pouco ter sido celebrado quando conseguiu conquistar a Copa do Mundo com a Argentina. O presidente do PSG rebateu que admira o argentino, mas não gostou de vê-lo criticando a equipe francesa, alegando que o PSG é um clube da França, país derrotado na final e que teve Mbappé, outro atleta do clube, como destaque na competição.
"Acordo de cavalheiros" com Mbappé
Ao falar sobre a situação de Mbappé, que tem contrato com o PSG apenas até o meio do ano, Nasser Al-Khelaifi afirmou ter um acordo com o jogador. Mas evitou dar detalhes, mesmo quando questionado sobre a informação de que o atacante abriria mão de um bônus de mais de 80 milhões de euros caso deixe o PSG ao fim da temporada.
- Tenho um relacionamento muito bom com ele. Kylian é um grande homem, um grande jogador, mas também uma grande pessoa. Como ele disse depois do Troféu dos Campeões, ele tem um acordo comigo. Fica entre nós, não quero dizer o que está nesse acordo, mas há um acordo - disse o presidente.
O mandatário apontou que trata-se de um "acordo de cavalheiros", e não seria "uma questão de dinheiro". Diante da insistência dos entrevistadores, Al-Khelaifi chegou a pedir para que o jogador fosse deixado em paz. Porém, admitiu que quer a permanência do atleta, a quem voltou chamar de melhor jogador do mundo.
- Realmente peço a todos que deixem Kylian em paz. Deixe-nos em paz, estamos bem. Tenho confiança nele, ele nunca fará nada contra o clube. Tenho confiança nele e ele já disse isso. Deixe-o em paz, somos da mesma família, ele é minha família. Hoje quero proteger o jogador. Todos os jogadores da equipe são importantes e este é um período muito delicado, por isso vou pedir à mídia que deixe isso passar um pouco.














