Um cliente denunciou ter sido alvo de ofensas homofóbicas dentro de um supermercado após um contato acidental entre carrinhos de compras. Segundo o relato, o episódio ocorreu em área de grande circulação e foi presenciado por outros consumidores.
De acordo com a vítima, o esbarrão foi seguido de um pedido imediato de desculpas. Ainda assim, a outra pessoa teria reagido de forma agressiva, elevando o tom de voz e passando a proferir xingamentos de cunho homofóbico de maneira reiterada, em público. O denunciante afirma que o agressor tentou inverter a situação, fazendo acusações que não corresponderiam aos fatos.
O cliente relata que não houve intervenção de funcionários nem apoio da administração do estabelecimento no momento do ocorrido. “Ninguém se aproximou para conter a situação ou oferecer ajuda”, disse, sob condição de não ter o nome divulgado.
A vítima afirma possuir vídeos e testemunhas que corroboram a denúncia e avalia levar o caso às autoridades. No Brasil, a homofobia é enquadrada como crime, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que equiparou práticas de discriminação contra pessoas LGBTQIA+ aos dispositivos da Lei do Racismo.
Procurado, o supermercado não havia se manifestado até a publicação desta reportagem. O caso reacende o debate sobre a responsabilidade de estabelecimentos privados na prevenção e no enfrentamento de discriminações em seus espaços, bem como sobre a necessidade de protocolos claros para acolhimento de vítimas e mediação de conflitos.