Criminosos fabricam armas em impressora 3D e comercializam em Goiânia; veja vídeo
Grupo foi preso em ação da Rotam; polícia apreendeu armas de fabricação caseira, munições, impressora 3D e equipamentos usados na montagem

Uma ação da Polícia Militar de Goiás desarticulou, em Goiânia, um esquema de fabricação e venda ilegal de armas produzidas com impressora 3D. Dois suspeitos foram presos após abordagem no Parque Industrial João Braz, na região sudoeste da capital. Com eles, os policiais apreenderam armas de fabricação caseira, munições e equipamentos utilizados no processo.
Segundo a PM, uma das armas encontradas é pequena o suficiente para caber na palma da mão. Produzida majoritariamente em plástico de alta resistência, o artefato chama a atenção pela discrição. Apesar do tamanho reduzido, os militares afirmam que o poder de disparo é significativo.
A prisão ocorreu durante patrulhamento de rotina da Rotam. Um dos suspeitos demonstrou nervosismo ao perceber a presença policial e tentou atravessar a rua rapidamente, o que motivou a abordagem. Com ele, foi localizada uma arma de fogo de fabricação caseira, produzida em impressora 3D, municiada com duas munições de calibre .22.
Questionado, o homem confessou que produzia armas em casa e relatou que parte da montagem final ocorria em imóveis no Parque Industrial João Braz, onde haveria peças prontas para comercialização. No endereço indicado, os policiais encontraram um segundo suspeito e apreenderam outras três armas, todas em condições de uso, além de munições e ferramentas.
Na sequência, a equipe se deslocou até a residência do primeiro preso, em Hidrolândia, onde localizou a impressora 3D utilizada na fabricação, dois notebooks e mais munições. De acordo com a polícia, um dos envolvidos teria feito um curso no Paraguai para aprender técnicas de montagem das armas.
Ao todo, foram apreendidas quatro armas, 11 munições calibre .22, uma impressora 3D, dois computadores portáteis e diversos apetrechos. Os suspeitos foram encaminhados à delegacia e permanecem à disposição da Justiça.
A Polícia Civil vai aprofundar as investigações para identificar a rede de compradores e o destino das armas produzidas. Para os investigadores, o caso evidencia o uso indevido de tecnologias acessíveis no mercado — impressoras 3D podem custar entre R$ 5 mil e R$ 14 mil — para alimentar o mercado ilegal e potencializar a prática de crimes.
“É um exemplo de como uma ferramenta criada para fins positivos pode ser desviada para atividades ilícitas”, afirmou um policial envolvido na ocorrência. “A rápida atuação evitou que essas armas chegassem às ruas.”

Carro bate de frente com caminhão, deixa duas pessoas feridas e uma presa às ferragens
Com o impacto da batida, um dos ocupantes do carro ficou preso às ferragens. Os bombeiros utilizaram equipamentos de desencarceramento e técnicas de salvamento veicular para realizar o resgate com segurança.












