Defesa de homem que matou sogro a tiros alega “problemas mentais”
Começou na manhã desta segunda-feira (19) o julgamento do ex-servidor público Felipe Gabriel Jardim

Começou na manhã desta segunda-feira (19) o julgamento do ex-servidor público Felipe Gabriel Jardim, acusado de matar a tiros o ex-sogro, João do Rosário Leão, de 63 anos, dentro de uma farmácia no Setor Bueno, em Goiânia, em junho de 2022. O júri é marcado por um intenso embate entre acusação e defesa, centrado principalmente na sanidade mental do réu à época do crime.
A defesa sustenta que Felipe não tinha pleno domínio de suas faculdades mentais no momento em que matou a vítima. Para embasar essa tese, os advogados Ana Cláudia Alves, Allan Hahnemann Ferreira e Diogo Jorge apresentaram laudos elaborados pela psicóloga jurídica Isabella Aguiar e pelo psiquiatra forense Hewdy Lobo Ribeiro. Segundo a equipe jurídica, os especialistas foram chamados para esclarecer o histórico de transtornos mentais do acusado e suas condições psíquicas no dia dos fatos.
Em nota, a defesa afirmou que a atuação técnica busca garantir que o julgamento ocorra com base em critérios científicos e em respeito aos princípios constitucionais do devido processo legal e da dignidade da pessoa humana.
Já os advogados que representam a família de João do Rosário contestam a tese e afirmam que laudos produzidos pela Junta Médica do Tribunal de Justiça de Goiás atestaram a sanidade de Felipe no momento do crime. Segundo eles, os exames foram realizados de forma imparcial, seguindo protocolos científicos, e chegaram a ser solicitados pela própria defesa no início do processo.
De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça de Goiás, ainda não há previsão para o encerramento do julgamento.

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