Goiana perde R$ 350 mil em "joguinhos" e processa Carlinhos, Deolane e Virgínia
A mulher conta que começou a apostar em uma madrugada de setembro de 2023, enquanto estava de férias do trabalho após ver os influenciadores dizendo que estavam gnhando muito dinheiros

Uma moradora de Goiânia, que preferiu não se identificar, afirma que perdeu R$ 350 mil em jogos de azar, dinheiro referente à herança deixada pelo pai, há um ano, desde que começou a apostar em sites de jogos online. A goiana diz que começou a "jogar" por influência de Carlinhos Maia, Deolane Bezerra e Virgínia Fonseca e, por isso, entrou na Justiça e está processando os artistas pedindo indenização por dano moral e financeiro no valor de R$ 1,1 milhão.
“É uma ilusão. Não é porque você é viciado em jogo, não é isso. Você entra pra tentar resgatar o que você perdeu e aí acaba que vai tudo embora. Acabou destruindo a vida da minha família inteira. Tem um ano que eu não durmo, não tenho paz pelo erro que eu cometi”, desabafou à TV Anhanguera.
A mulher conta que começou a apostar em uma madrugada de setembro de 2023, enquanto estava de férias do trabalho. Ela diz que entrou por curiosidade, pois os influenciadores mostravam que ganhavam quantias altas de dinheiro apostando valores baixos.
À medida que foi perdendo dinheiro, a mulher passou a apostar valores mais altos para tentar recuperar o que tinha perdido, e acabou perdendo todo o dinheiro da herança do pai em quatro dias. No processo de dano material e moral, a mulher pede uma indenização total de R$ 1,1 milhão.
“Eu me deparei com as postagens dos stories deles divulgando, incentivando a jogar na plataforma. Eles divulgam que apostam R$ 50 e ganham R$ 5 mil, para iludir as pessoas. Foi onde eu entrei e fui só perdendo. Tentei restituir e acabou indo toda a herança do meu pai”, narra a mulher.
A defesa da mulher afirma que o processo está em fase inicial, aguardando a intimação dos envolvidos para apresentarem defesa e, também, que a Justiça analise se ela poderá realizar o processo de forma gratuita.
Em 13 de agosto deste ano, a Justiça de Goiás, pela 31ª Vara Cível da Comarca de Goiânia, negou gratuidade à mulher, mas o advogado dela recorreu e aguarda um novo julgamento.
Além dos três influenciadores, quatro empresas também são processadas: Esportes da Sorte, Pay Brokers EFX Facilitadora de Pagamentos SA, ZRO Instituição de Pagamento S/A, Cash Pay Meios de Pagamento LTDA, e Zelu Brasil Facilitadora de Pagamentos LTDA.
A equipe jurídica de Virgínia Fonseca e a facilitadora de pagamentos Paybrokers responderam que ainda não foram intimados oficialmente no caso e, por isso, não vão se manifestar. A equipe de Virgínia também ressaltou que encerrou parceria com a Esportes da Sorte em maio deste ano.
A mediadora de pagamentos Z.ro Bank afirma que não realiza publicidades ou promove qualquer tipo de prática de jogos e outros serviços além do seu escopo de atuação. Disse também que se limita a promover infraestrutura de pagamentos, conforme regulamentação brasileira.
Da mesma forma, a Paybrokers informou que é uma empresa que presta serviços financeiros e segue as práticas e normas estabelecidas a qualquer instituição financeira. Disse que a empresa não promove ações publicitárias para o público em geral.
O portal tentou contato com os outros dois influenciadores e a outra empresa citadas no processo, mas não houve retorno até a última atualização da reportagem.

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