João de Deus tem nova condenação por crimes sexuais e acumula 109 anos de prisão
Decisão publicada pelo TJGO, nessa segunda-feira (31), condena o acusado há 4 anos de prisão em regime fechado por crime de por violação sexual mediante fraude contra uma mulher no ano de 2018.

O médium João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, 79 anos, foi condenado há mais 4 anos de prisão por violação sexual mediante fraude contra uma mulher no ano de 2018. A decisão, publicada nessa segunda-feira (31), ainda impõe multa de R$ 20 mil em indenização por danos morais.
O religioso ganhou o direito de responder em liberdade, mas ele deve permanecer em prisão domiciliar por conta de outro processo, conforme determinação do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO).
Sobre a nova condenação, a defesa de João de Deus informou que vai recorrer diante à "fragilidade das provas". Além disso, argumentou que há uma exposição "cruel" do caso envolvendo o religioso.
Essa é a quinta condenação de João de Deus por crimes sexuais que ocorreram enquanto ele atuava na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (90 km da Capital).
Condenações
O religioso foi condenado pela primeira vez em novembro de 2019, por posse ilegal de arma de fogo, com pena de 4 anos em regime semiaberto.
No mês seguinte, foi condenado a 19 anos em regime fechado por crimes sexuais cometidos contra quatro mulheres.
Em janeiro de 2020, a Justiça o condenou há 40 anos em regime fechado, também por crimes sexuais, que foram cometidos contra cinco mulheres.
Pouco mais de um ano depois, em maio de 2021, João de Deus foi condenado a dois anos e meio de reclusão, podendo ser cumprido em regime aberto, por violação sexual mediante fraude.
Em novembro de 2021, ele foi condenado a 44 anos de prisão por estupro contra duas mulheres, além de estupro de vulnerável contra outras duas vítimas.
Agora, janeiro de 2022, o médium teve mais uma condenação, 4 anos de prisão e multa de R$ 20 mil a título de danos morais, por violação sexual mediante fraude contra uma mulher no ano de 2018.
Até o momento, João de Deus acumila 109 anos de prisão por crimes sexuais, 4 anos em regime semiaberto por posse ilegal de arma de fogo.
As denúncias começaram a surgir no dia 7 de dezembro de 2018. Foram mais de 300 relatos de casos que teriam ocorrido desde a época de 1980. Diante das denúncias, a Justiça determinou a prisão preventiva do religioso e ele foi preso no dia 16 de dezembro de 2018 e levado ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.
Já em março de 2020, por conta da pandemia da Covid-19, foi concedida a prisão domiciliar a João de Deus, sob alegação de que ele é idoso e tem doenças graves, estando inserido no grupo de risco da doença.
No dia 26 de agosto de 2021, ele retornou ao presídio após pedido do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO). O órgão alegou que as vítimas se sentiam inseguras, já que ele cumpria pena dentro de casa, em Anápolis (55 km da Capital).
Menos de um mês depois, no dia 9 de setembro, o religioso deixou o Complexo Prisional e voltou a cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. A decisão segue até os dias de hoje.

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