Médico explica a "Síndrome mão-pé-boca" que tem causado surtos em crianças da Capital
O vírus Coxsackie, responsável pela doença que causa lesões em forma de bolhas nas mãos, pés e boca, tem preferência por crianças de até 6 anos, mas adultos também podem ser infectados.

A síndrome mão-pé-boca tem causado surtos em Goiânia e Anápolis. Na Capital, foram registrados surtos em três escolas municipais. Em Anápolis, foram 10 casos em três unidades educacionais. As informações são da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) e Anápolis (Semusa). A doença, que acomete principalmente crianças de até 6 anos, é altamente contagiosa e pode infectar adultos.
Segundo o infectologista Marcelo Daher, a doença é transmitida através do contato direto entre pessoas. A infecção é causada pelo vírus Coxsackie e tem duração de 5 a 7 dias. O principal sintoma é a formação de lesões em forma de bolhas nas mãos, pés e boca.
O médico explica que, mesmo sendo uma doença benigna, causa grande desconforto nos pacientes.
“É desconfortável, a criança não consegue se alimentar e fica irritada”, explica o infectologista.
Por conta das lesões na boca, o doente tem dificuldade em se alimentar e ingerir líquidos. Por isso, principalmente na época de calor e seca, é comum paciente infectados ficarem internados devido a quadros de desidratação.
Os sinais mais comuns da doença são febre alta; mal-estar, perda de apetite, vômitos e diarreia; aparecimento de manchas avermelhadas com partes brancas ou cinzas na boca, amígdalas e faringe; bolhas nas palmas das mãos e plantas dos pés, podendo ocorrer também em outras regiões do corpo, como a genitália.
Surtos
Os surtos são registrados a partir da notificação de mais de dois casos em locais fechados, como escola e berçários. O contágio pode ocorrer em contato com secreções de um infectado, como fezes, saliva e muco nasal.
Por isso, a recomendação da SMS é que os alunos contaminados deixem de ir à escola. Elas só devem retornar às aulas a partir da liberação do médico, já que a transmissão pode ocorrer em até três semanas. Os pais devem procurar um médico em caso de suspeita.
Como a doença não tem vacina, a pasta divulgou algumas medidas preventivas a serem adotadas em casos de surto:
- Lavar as mãos com frequência, principalmente depois de ir ao banheiro e antes de se alimentar;
- Manter o ambiente arejado e fazer a limpeza dos espaços três vezes ao dia com álcool 70%;
- Limpar brinquedos e evitar o compartilhamento dos objetos;
- Descartar adequadamente materiais sujos com secreções e fezes, como fraldas;
- Evitar contato, como beijos e abraços, além do compartilhamento de utensílios.

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