Usina que causou mau-cheiro na Capital e Aparecida é multada em R $ 400 mil
O Incidente ocorreu em novembro deste ano e chegou a prejudicar a saúde dos moradores de Goiânia e Aparecida

A Empresa Goiás Asfaltos foi multada em R$ 400 mil por contaminar o córrego Almeida, de Aparecida de Goiânia ( a 16 km da capital). Ela foi acusada de dano ambiental pelo vazamento de óleo em novembro deste ano. Nesta terça-feira (06) foi apresentado o relatório da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e nele consta todos os danos gerados pela empresa a fauna e a flora do local.
Além da multa, também deverão ser feitos os reparos da destruição, como por exemplo, a retirada do solo contaminado e a drenagem no leito do rio para que a crosta formada pelo derramamento do produto saia.
Para que a empresa volte ao funcionamento de forma regular será necessário que medidas sejam adotadas, como apresentação de relatório técnico durante seis meses e restaurar qualquer tipo de dano futuro.
Cláudio Everson, Secretário de Meio Ambiente de Aparecida, alegou que no relatório existe certeza de que a Goiás asfaltos é poluidora e age de forma irregular, por isso se encontra interditada até hoje. E, também, que diante da administração pública a empresa não existe.
A Defesa Civil de Aparecida também se pronunciou sobre o caso e o coordenador Juliano Cardoso alegou que houve omissão da usina de asfalto. Segundo ele, a Goiás Asfalto deveria ter contratado profissionais capacitados para operar as máquinas e ter tentado cessar o ocorrido. E depois do acidente ter comunicado os órgãos ambientais.
A Defesa Civil iniciará um trabalho educativo com o objetivo de localizar outras empresas que fazem como a Goiás Asfaltos.
Relembre o vazamento de óleo
No dia 10 de novembro deste ano, durante a madrugada, houve uma explosão na usina Goiás Asfaltos, que fica na pedreira Araguaia. O Corpo de Bombeiros foi acionado e percebeu que a explosão foi causada pelo superaquecimento de uma das caldeiras do lugar.
O incidente liberou substâncias como enxofre e nitrogênio que causaram mau cheiro nas cidades de Aparecida e Goiânia. Alguns moradores das duas cidades afirmaram que chegaram a passar mal por inalarem o gás.
Após o ocorrido as medidas administrativas foram tomadas. O relatório da Semma deves er encaminhado à Delegacia do Meio ambiente (Dema), ao Ministério Público de Goiás (MP-GO) e à Secretaria Municipal da Fazenda, já que a empresa funcionava de forma irregular.
A Goiás Asfaltos está fechada, mas a pedreira onde estava localizada não sofreu nenhum tipo de punição.

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