UTIs-covid têm ocupação de 95% na Capital e 83% em todo Goiás mesmo com aumento de leitos
Boletim foi publicado nessa quarta-feira (26) pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), que monitora diariamente a ocupação de leitos na rede estadual e municipal de Saúde.

A taxa de ocupação de leitos de UTI destinados à Covid-19 chegou a 95,62%, em Goiânia. Em todo o Estado, a ocupação fica em 83,17%, considerado alerta crítico. O boletim foi publicado nessa quarta-feira (26) pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), que monitora diariamente os leitos na rede estadual e municipal.
Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) e a Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO), o boletim aponta as unidades de saúde que atuam no atendimento a pacientes com Covid-19. Com o avanço da variante ômicron, o sistema de saúde tem registrado sobrecarga.
Na Capital, cinco hospitais estão com taxa de ocupação de 100%, sendo dois da rede estadual: o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) e o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer).
Os hospitais privados Ruy Azeredo, Gastro Salustiano e Clínica do Esporte, que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS), também contam com a ocupação total dos leitos de UTI.
Na enfermaria, os leitos estão totalmente ocupados no Hugol e no Hospital Jacob Facuri, com percentual de ocupação de 83,13% em unidades de saúde da Capital. Segundo o boletim, arede estadual está mais aliviada, com 55,80% de leitos de enfermaria ocupados.
Outros três unidades de saúde do Estado também estão totalmente ocupados. Entre eles, o Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana), o Hospital Estadual de Jaraguá Dr. Sandino de Amorim (Heja), o Hospital Municipal de Senador Canedo e o Hospital Pedro D'Alcântara, na cidade de Goiás.
O alerta crítico é reforçado pela Nota Técnica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada nessa quarta-feira (26). Em Goiás, os leitos de UTI para adultos subiu de 173 para 187 entre os dias 17 e 24 de janeiro. No entanto, o Estado continua com taxa de ocupação de 82%, se mantendo na zona de alerta crítica.
Mato Grosso do Sul (MS), Espírito Santo (ES), Piauí (PI), Rio Grande do Norte (RN), Pernambuco (PE), além do Distrito Federal (DF), somam no grupo de estados na zona crítica. A maior taxa foi registrada no DF, seguido pelo RN e, em terceiro lugar, Goiás.

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