Com nova onda de mortes, secretário diz que perfis das vítimas são traçados e que vai reforçar equipes de investigação
Secretário de segurança pública, Wlademir Costa, afirmou que estão sendo elaboradas novas estratégias para coibir os crimes e que a questão da segurança pública é uma responsabilidade do governo, mas precisa do apoio da população.

Com seis mortes registradas em dois dias, a população de Palmas, principalmente quem mora nos bairros da região sul, está assustada com a violência. As forças de segurança se dizem empenhadas em coibir a criminalidade, investigar os casos e aumentar reforços. Mas desde o início de maio, aconteceu praticamente uma morte por dia, em média. Ao todo, 58 pessoas em 2023 na capital.
Na noite de terça-feira (9), três pessoas foram assassinadas no Jardim Vitória, Setor Janaína e Setor Sul. As vítimas tinham entre 18 e 23 anos, sendo que dois morreram por tiros de arma de fogo e um foi esfaqueado.
Em entrevista a um jornal local, nesta quarta-feira (10), o secretário de segurança pública, Wlademir Costa, deu explicações sobre as investigações dos crimes. O secretário falou que dentro do diagnóstico do perfil das vítimas, os crimes acontecem contra pessoas abaixo dos 30 anos e que em 75% dos casos, as mortes são através de arma do fogo.
“São dados que, em tese, nos dá uma diretriz para as investigações e atuação mais enérgica da Polícia Civil. Só neste ano nós fizemos 27 prisões, ou seja, em quatro meses é um número muito grande de prisões. Isso mostra que a DHPP vem trabalhando incansavelmente para tirar das ruas as pessoas que, por ventura, vem sendo autores desses delitos”, explicou o secretário.
Além das investigações, que conforme o secretário podem ser concluídas em curto, médio e longo prazo a depender da complexidade, como saída para que as pessoas voltem a ter a sensação de segurança, o secretário informou que as equipes das delegacias especializadas estão recebendo reforços.
“Vamos trazer todos os reforços possíveis para trazer tranquilidade para aquela região. Por isso estamos fortalecendo a Denarc agora [...], vamos traçar agora técnicas e estratégias para combater esse tipo de delito. Vamos reforçar a vigilância daqueles que estão presos que estão soltos, fora das suas regiões de monitoramento de tornozeleira para que se ele estiver errado, possa voltar para a cadeia. Então todo esse sistema de segurança pública estamos fazendo essa estratégia para a segurança pública”, disse.
Comparando dados
De 1º de janeiro até o dia 9 de maio deste ano, aconteceram 58 homicídios. No mesmo período de 2022, foram 18, um aumento de 222%. Sobre esses dados alarmantes, o secretário da segurança pública fez comparações com a onda de mortes registradas durante o carnaval, e que teve uma redução depois de ações mais ‘enérgicas’ da Polícia Civil com a Operação Tolerância Zero. Por isso as ações vão continuar.
“A DHPP tem trabalhado muito com prisões efetivas. Essa diminuição ocorreu e agora a gente percebe um novo movimento crescendo esse índice de homicídio. Nós vamos tratar agora uma nova ‘medicação’, que vai ser o reforço da Denarc e uma integração maior entre as inteligências para poder subsidiar as investigações”, completou o secretário.










