Investigados ostentavam maços de dinheiro e chamavam propina de “bênção” no Tocantins

A Operação Fames-19 revelou que investigados no esquema de desvio de recursos da compra de cestas básicas no Tocantins posavam para fotos com maços de dinheiro e tratavam propinas como “bênçãos”. As provas constam na decisão do ministro Mauro Campbell, do STJ, que afastou por 180 dias o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e a primeira-dama, Karynne Sotero.
Em uma das imagens, Marcus Vinícius Santana, filho do ex-assessor Taciano Darcles, aparece com bolsas cheias de notas. A PF afirma que ele operava saques e transferências para abastecer o esquema. Conversas apontam que o empresário Paulo César Lustosa, o “PC”, recebeu mais de R$ 1,3 milhão.
Na primeira fase da operação, em 2024, a PF já havia encontrado R$ 32,2 mil no gabinete de Wanderlei. O prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 73 milhões.














