Esquerdista que critica ato de Bolsonaro fez manifestação de 3 dias para impedir prisão de Lula
Os mesmos que antes esbravejavam contra a Justiça estão do outro lado, se dizendo defensores da Justiça contra o ex-presidente de direita.

Os integrantes da esquerda que hoje criticam a mobilização da direita em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) são os mesmos que em 2018 fizeram três dias de vigília no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, se aglomerando em frente aos portões do prédio para impedir a Polícia Federal de prender o ex-presidente Lula (PT).
À época, Lula discursou e fez ataques ao então juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, que determinou a sua prisão.
Ele se dizia inocente das inúmeras denúncias de corrupção que sangraram os cofres públicos federais. Foram bilhões desviados para os bolsos de políticos, empresários e aliados.
Agora, os mesmos que antes esbravejavam contra a Justiça estão do outro lado, se dizendo defensores da Justiça contra o ex-presidente de direita.
Se o PT pode se mobilizar, gritar, xingar e mandar até um juiz tomar naquele lugar, por que os integrantes da direita e, sim, da extrema-direita também não podem ocupar a Avenida Paulista, em São Paulo, para defender aquilo que acreditam?
Assim como a esquerda, a direita, agora, avalia que seu líder está sendo perseguido, e que o plano de golpe de Estado não passa de um álibi para prender Jair Messias Bolsonaro, que luta contra o sistema.
Não adianta os esquerdistas espernearem e gritarem criticando a direita. Uma coisa é fato: Se a direita tem o seu "Messias" com o nome Bolsonaro, a esquerda também tem o seu "Messias", mas com o nome Lula. Ambos usam o mesmo argumento sobre os vários processos jurídicos: “A perseguição”.
Só que um tem a pecha de "corrupto" e outro de "golpista".
Se algum dos dois, ou os dois, está falando a verdade, tenho certeza que tem muita gente que ainda não está preparada para esta conversa.














