Não sou vereador de oposição, mas de posição firme

A perseguição, encampada pelo prefeito Fernando Pellozo (PSD), para me derrubar da presidência da Câmara de Senador Canedo por, segundo ele, fazer oposição à sua administração, é nítida, pública e, inclusive, virou caso de Justiça.
Os Poderes deveriam estar caminhando juntos pelo desenvolvimento do município e bem-estar da população, mas interesses pessoais, às vezes, quebram essa corrente e “atropelam” o propósito. Tenho a consciência de que continuo dentro daquilo com o que me comprometi quando assumi meu cargo. Com isso, quero dizer que “não tenho preço” e “não vou aceitar desmandos”.
Vou fiscalizar, denunciar quando preciso e impedir o que for contra o bem municipal, mesmo que o trabalho “custe a minha cabeça”, esse é o meu dever e obrigação.
Mas não é com Pellozo que quero falar. Neste artigo quero conversar com você, morador de Senador Canedo.
Em 2020, fui reeleito vereador com 1.080 votos e eleito presidente da Câmara Municipal. Em 2021, devido ao trabalho que desenvolvi na Casa, fui reeleito antecipadamente como presidente para um segundo mandato, após reconhecimento dos colegas vereadores.
Sempre deixei claro a todos que me acompanham que apoiaria o que for melhor para a cidade, independente de quem estivesse no comando da prefeitura. Eu não sou vereador de oposição e nunca serei. Porém, sou um homem de posição firme e princípios, sempre defenderei o lado de quem mais precisa: o povo.
Isso quer dizer que serei “oposição” quando a demanda for contra a população e “situação” quando entender que determinado projeto vai beneficiar a maioria, sem prejudicar o município.
A verdade é que Senador Canedo criou um hábito de que o presidente da Câmara não pode se posicionar contra a prefeitura. Isso aconteceu em gestões passadas como, por exemplo, do ex-presidente Rodrigo Rosa, que era oposição ao ex-prefeito. Ele foi derrubado do cargo, o mesmo que tentam fazer comigo.
Eu quero lembrar que ao pedir o voto, a principal promessa de um candidato a vereador é de que será independente, que fiscalizará os atos do prefeito e, se preciso, defenderá de qualquer forma o melhor para a população.
Discordar daquilo que acredito e sair desse papel, apenas para agradar o gestor, está fora dos meus planos. Mantenho a minha posição, mesmo que isso custe o meu cargo de presidente.
Cobrar do prefeito ações que melhore a vida do cidadão e traga desenvolvimento para Canedo sempre será minha função como vereador. Pautar ou não projetos do Executivo após avaliar cada matéria é minha função como presidente, e, dentro disso, está o dever de pedir explicações quando necessário para deixar claro a intenção antes de votar.
E se for necessário, em caso de empate, votar a favor do prefeito para beneficiar o cidadão jamais me furtarei.
O que não posso fazer é aprovar um empréstimo milionário e ajudar a afundar Senador Canedo em uma dívida dolarizada, sem que haja um motivo explícito para isso. Conceder R$ 150 milhões na “véspera” de ano eleitoral é um perigo para a saúde das contas públicas e um risco à democracia.
O recurso pode ser usado de forma eleitoreira e jamais permitiria que a população pague essa conta.
Canedo tem recursos suficientes para se auto financiar. São R$ 80 milhões arrecadados todos os meses, o suficiente para cuidar da população. Caso queira ampliar este valor busque recursos com projetos bem formalizados junto ao Estado e a União. Não é preciso endividar o município.
Agora derrubar o presidente da Mesa Diretora, democraticamente reeleito, com serviços prestados e reconhecidos pelos próprios vereadores, é um desrespeito à Constituição e, principalmente, ao Regimento Interno da Casa e ao povo canedense.
Carpegiane Silvestre, presidente da Câmara de Senador Canedo














