Adolescente que desapareceu em 2019 pode ter sido vítima de estuprador que matou Luana; polícia reabre caso
Thaís Lara era vizinha de Reidimar Silva, preso nessa terça-feira (29), após confessar o assassinato de menina Luana Marcelo, no setor Madre Germana 2

A tentativa de estupro e o assassinato de Luana Marcelo, 12 anos, levou a Polícia Civil de Goiânia a reabrir o inquérito envolvendo o desaparecimento de Thaís Lara da Silva, ocorrido em 2019, no setor Madre Germana, mesmo local onde foi encontrado o corpo de Luana.
À época, Thaís também tinha 12 anos e era vizinha de Reidimar da Silva, assassino de Luana, e desapareceu em uma feira do bairro.
De acordo com a delegada Ana Paula Machado, do Grupo de Investigações de Desaparecidos (DIG), a apuração foi reaberta devido à semelhança dos casos.
Thaís era criada com a avó, já a mãe, à época, morava em Minas Gerais.
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Naquele 28 de agosto, a adolescente já havia retornado da escola e durante à tarde a tia a chamou para buscar a prima em um ponto de ônibus próximo à casa delas.
Thaís então decidiu andar pela feira que tinha próximo ao ponto de ônibus. Em determinado momento, a menina fez um sinal para que a tia esperasse que já voltaria. No entanto, a menor nunca mais foi vista.
O caso já tem mais de três anos sem nenhum avanço.
“Nós reabrimos o caso e vamos dar sequência na investigação porque à época do fato todas as diligências possíveis foram realizadas, mas a vítima não foi localizada. E agora, com esse caso da Luana, cujo realmente o modus operandi é bem parecido, voltamos a investigar. Ela morava inclusive no mesmo setor que o investigado, rua próxima, então possivelmente existem chances de ele ser a mesma pessoa que esteja relacionada ao desaparecimento dela”, explicou a delegada Ana Paula.
Reidimar, que tem passagem por estupro, foi preso na terça-feira (29) e vai responder por tentativa de estupro, homicídio qualificado e ocultação de cadáver, no caso Luana Marcelo. Porém, será investigado pelo desaparecimento de Thaís Silva.
Os familiares da menina ainda não foram ouvidos, mas devem ser chamados em breve.
Na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, Reidimar foi questionado sobre o desaparecimento de Thaís, mas negou envolvimento. Agora ele deve ser ouvido pela delegada Ana Paula, da DIG.
A reportagem tentou contato com a avó da menina, mas nossas ligações não foram completadas.

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