Advogado que atropelou e matou entregador de aplicativo se entrega à polícia
Sérgio Fernandes de Moraes, defendido pelo ex-senador Demóstenes Torres, se entregou na Delegacia de Goianápolis, já que se envolveu em polêmicas com o delegado Manoel Vanderic, titular da Dict.

O advogado Sérgio Fernandes de Moraes, 56 anos, acusado de causar o acidente que matou o entregador de aplicativo Wilkinson Leles do Nascimento, 38, se entregou à Polícia Civil nessa terça-feira (1º), em Anápolis (55 km da Capital). Ele estava foragido desde o dia 9 de janeiro.
O acusado, no entanto, não se apresentou à Delegacia de Investigação de Crimes de Trânsito (Dict), mas sim à Delegacia de Goianápolis, a 25 km de Anápolis.
Isso porque, à época do acidente, o acusado e seu advogado, o ex-senador Demóstenes Torres, se envolveram em algumas "polêmicas" com o delegado Manoel Vanderic, titular da Dict., quando oafirmaram que o delegado estava usando o caso para "aparecer" e "gerar comoção".
A defesa de Sérgio já entrou com pedido de habeas corpus no Judiciário para que o advogado responda ao processo em liberdade. No entanto, nenhuma decisão foi proferida ainda.
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Relembre o caso
O advogado Sérgio Fernandes de Moraes, 56 anos, é acusado de dirigir bêbado um ford Ka, atropelar e matar o entregador de aplicativo Wilkinson Leles de Nascimento, 38 anos, durante acidente de trânsito na noite do dia 9 de janeiro, em um cruzamento do Setor Vila São João, em Anápolis.
Wilkinson Leles foi socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana), onde deu entrada com traumatismo craniano e diversas outras fraturas, mas não resistiu e teve a morte constatada pouco depois de dar entrada na unidade de saúde.
De acordo com a ocorrência, o Ka e a moto da vítima trafegavam na mesma via, porém, em sentidos opostos. Na altura do cruzamento, o carro fez uma conversão à direita, supostamente, sem sinalizar, quando atropelou o motociclista.
Imagens das câmeras de segurança da região mostram que ao perceber que o carro estava “virando”, Wilkinson tentou frear e desviar do Ka, mas caiu na pista e foi atropelado.
O motorista pegou uma garrafa de vinho e jogou no meio de um matagal. A garrafa foi encontrada e levada para perícia. Logo após o crime, o suspeito fugiu do local.
O acusado, que é representado pelo ex-senador Demóstenes Torres, se apresentou na Central de Flagrantes quatro dias após o acidente, mas o mandado de prisão estava em sigilo e ele foi liberado.
Segundo o delegado Manoel Vanderic, a apresentação foi uma "manobra" para o acusado, que foi posteriormente indiciado por homicídio doloso, escapasse da prisão.
Em resposta ao delegado, Demóstenes Torres disse que o mandado estava em sigilo para "impossibilitar o trabalho dos colegas" e que o delegado queria fazer a prisão para "aparecer".
Desde a apresentação na delegacia, Sérgio era considerado foragido da polícia, já que os agentes não conseguiram localizar ele em sua residência ou em outros endereços.

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