Áudios enviados pelo síndico revelam escalada de conflitos até a morte da corretora; ouça
Material reunido pela Polícia Civil inclui mensagens, gravações e registros judiciais que apontam histórico de desentendimentos entre o síndico e a vítima, morta no subsolo do prédio onde morava

Áudios, prints de conversas e registros judiciais reunidos pela investigação revelam uma escalada de conflitos, acusações e ameaças entre o síndico Cléber Rosa de Oliveira e a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, antes do crime ocorrido em Caldas Novas. Em coletiva realizada nesta terça-feira (28), a Polícia Civil de Goiás afirmou que o síndico matou a corretora no subsolo do prédio onde ambos moravam. Os áudios foram enviados para uma proprietária de um dos apartamentos, nele o síndico fala que Daiane está proibidade de trabalhar no prédio e que a dona do imóvel precisaria arrumar outra pessoa encarregada.
De acordo com a polícia, Daiane foi morta no momento em que tentava religar a energia elétrica de seu apartamento, que havia sido interrompida. As investigações apontam que a relação entre os dois era marcada por desentendimentos frequentes, formalizados inclusive por registros judiciais anteriores ao homicídio.
Segundo os investigadores, o material apreendido — que inclui mensagens, áudios e documentos — demonstra que o conflito se intensificou nos dias que antecederam o crime. As provas indicam um histórico de animosidade e reforçam a tese apresentada pela polícia sobre a dinâmica do ocorrido.
Após o desaparecimento da corretora, que permaneceu 42 dias sem ser localizada, a apuração avançou com a análise de dispositivos eletrônicos e o cumprimento de mandados judiciais. A Polícia Civil sustenta que as evidências reunidas ao longo do inquérito foram determinantes para a conclusão apresentada na coletiva.
O caso segue sob investigação para o completo esclarecimento das circunstâncias do crime e a apuração de eventuais participações de terceiros. A polícia informou que novas informações poderão ser divulgadas conforme o andamento dos trabalhos periciais.

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No dia do crime, os executores chegaram ao imóvel se passando por policiais e dispararam à queima-roupa contra a cabeça da vítima. O avanço das apurações permitiu que as equipes da PC e da PM, com apoio do 30º Batalhão e da Rotam, identificassem toda a rede de apoio local e a ligação direta com os mandantes no Rio de Janeiro.











