Corretora tinha medo de ser morta e se filmava ao andar pelo prédio
Daiane Alves enviava vídeos para amiga como "seguro de vida" enquanto andava pelo condomínio

O caso da corretora Daiane Alves Souza, em Caldas Novas, revela que a vítima não apenas sofria perseguição, mas tinha plena consciência do perigo que corria. Novas informações apontam que Daiane vivia em estado de alerta constante e utilizava o celular como uma ferramenta de proteção, filmando seus deslocamentos pelas áreas comuns do Edifício Ametista Tower para registrar qualquer abordagem do síndico Cleber Rosa de Oliveira.
Daiane mantinha o hábito de enviar vídeos em tempo real para uma amiga de confiança sempre que circulava pelo prédio. Na noite do crime, em 17 de dezembro, ela seguiu o mesmo ritual. Imagens mostram a corretora entrando no elevador e relatando o problema na energia. No entanto, o registro que ela começou a fazer ao chegar no subsolo — justamente para se resguardar de um possível encontro com o síndico — nunca foi enviado. A polícia acredita que ela foi atacada no exato momento em que tentava documentar a situação.
A investigação confirma que o medo de Daiane era fundamentado. Cleber confessou que a matou após uma "discussão acalorada" no subsolo, local onde o fornecimento de luz do apartamento dela havia sido cortado propositalmente. O síndico, que inicialmente negou ter saído do prédio, foi traído pelas câmeras que o mostraram deixando o local em uma picape com a ossada da vítima na carroceria.
Perseguição e Agonia
A família relata que Daiane se sentia "caçada" dentro da própria residência. Os 12 processos que ela movia contra o administrador do condomínio eram tentativas desesperadas de usar a lei para frear o comportamento agressivo de Cleber. Infelizmente, a precaução de filmar os próprios passos não foi suficiente para impedir a fúria do síndico, que agora está preso junto com o filho.
O corpo, encontrado em estado de ossada a 15 km da cidade, passará por perícia para confirmar a causa da morte, enquanto a polícia analisa o celular da vítima em busca do último vídeo interrompido pelo agressor.

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