Estudante de biomedicina é presa por falsificar e comercializar remédios emagrecedores
O material apreendido, segundo a Polícia Civil, evidencia a existência de uma estrutura artesanal voltada à manipulação e reenvasamento irregular de medicamentos.

A Polícia Civil prendeu em flagrante um homem e uma mulher suspeitos de crime contra a saúde pública após flagrar a comercialização clandestina de medicamentos injetáveis, usados principalmente para emagrecimento, ganho de massa muscular e procedimentos estéticos. A prática, segundo a polícia, tem se popularizado de forma perigosa nas redes sociais.
A ação teve início após uma denúncia anônima que indicava um veículo utilizado para a entrega dos produtos irregulares. Durante a abordagem, os policiais encontraram diversas ampolas de substâncias como tirzepatida e retatrutide, aparentemente falsificadas, acondicionadas em embalagens caseiras, sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem comprovação de origem.
Dando continuidade às diligências, os investigadores se deslocaram até a residência de uma das autuadas, onde apreenderam mais medicamentos, anabolizantes, frascos vazios e instrumentos utilizados para mistura, manipulação e envase. O material apreendido, segundo a Polícia Civil, evidencia a existência de uma estrutura artesanal voltada à manipulação e reenvasamento irregular de medicamentos, prática que representa grave risco à saúde pública.
Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores é o fato de a mulher presa ser estudante de Biomedicina. De acordo com a polícia, essa condição agrava a situação, pois indica que ela teria conhecimento técnico mínimo sobre os riscos envolvidos, mesmo assim desrespeitando normas sanitárias e legais.
Os suspeitos foram autuados em flagrante por crime contra a saúde pública, cuja pena pode chegar a até 15 anos de reclusão, conforme previsto na legislação.
A Polícia Civil alertou ainda para os riscos do uso indiscriminado de medicamentos injetáveis sem prescrição médica e procedência regular. “O que está em alta nas redes sociais não é, necessariamente, seguro. Medicamento não é suplemento, e injetáveis clandestinos podem levar à morte”, destacou a corporação.
A instituição reforça que denúncias anônimas são fundamentais para combater esse tipo de crime e proteger a saúde da população.

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