Ex não aceita fim e esfaqueia funcionária do Bosque dos Buritis até a morte
A vítima foi identificada como Cleidslane Henrique de Oliveira, funcionária de serviços gerais do parque

Uma mulher de 41 anos foi morta a facadas pelo ex-companheiro dentro do Bosque dos Buritis, na região central de Goiânia, na tarde desta terça-feira (18). O crime ocorreu em plena luz do dia, em um dos locais mais frequentados e simbólicos da capital.
A vítima foi identificada como Cleidslane Henrique de Oliveira, funcionária de serviços gerais do parque. Ela integrava o programa Recuperando Pessoas e Parques, iniciativa do Ministério Público de Goiás em parceria com a Prefeitura de Goiânia, que oferece trabalho a pessoas do regime semiaberto com direito à remissão de pena.
Segundo a Polícia Militar, Cleidslane trabalhava no local quando foi abordada pelo ex-companheiro, Jonathan Rodrigues Barbosa, de 23 anos. Após uma breve discussão, ele a golpeou com uma faca. Cleidslane não resistiu aos ferimentos.
Prisão em flagrante
Testemunhas acionaram a polícia, e equipes da Rotam localizaram o suspeito cerca de 3 quilômetros do local do crime. Ele foi preso em flagrante e confessou o feminicídio, alegando que o casal estava separado havia aproximadamente duas semanas.
De acordo com a PM, Jonathan possui passagens por lesão corporal e tentativa de homicídio, também envolvendo facas. Ele foi encaminhado à Central de Flagrantes e deve responder por feminicídio.
Histórico de violência no Bosque
A morte de Cleidslane reacende discussões sobre a segurança no Bosque dos Buritis. Em julho deste ano, o músico Bruno Duarte, 36, também foi assassinado no local após cair em uma emboscada. O suspeito do crime, ex-companheiro da namorada de Bruno, criou um perfil falso em uma rede social e o atraiu até o parque, onde o matou a facadas. O caso levou a Prefeitura de Goiânia a determinar o fechamento do bosque às 22h, medida adotada desde setembro.
Nota da Agência Municipal de Meio Ambiente
Em nota, a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) lamentou a morte de Cleidslane. A mulher atuava há um ano e meio no programa que oferece trabalho e reinserção social a reeducandos do sistema prisional.
“Ela era comprometida com suas atividades e representava um exemplo de superação dentro do projeto”, diz o comunicado.
A Polícia Civil deve ouvir testemunhas nos próximos dias e aguarda laudos da perícia. O corpo de Cleidslane será liberado para a família ainda nesta quarta-feira (19).

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No dia do crime, os executores chegaram ao imóvel se passando por policiais e dispararam à queima-roupa contra a cabeça da vítima. O avanço das apurações permitiu que as equipes da PC e da PM, com apoio do 30º Batalhão e da Rotam, identificassem toda a rede de apoio local e a ligação direta com os mandantes no Rio de Janeiro.











