Filha filma ação da GCM de Senador Canedo que terminou na morte do pai idoso; veja vídeo
As imagens começaram a circular nas redes sociais e reforçam a contestação apresentada por familiares de José de Moura em relação à versão oficial divulgada pela corporação.

Um vídeo gravado dentro de uma residência em Senador Canedo passou a levantar questionamentos sobre a atuação da Guarda Civil Municipal (GCM) em uma ocorrência que terminou com a morte de um idoso de 76 anos. As imagens começaram a circular nas redes sociais e reforçam a contestação apresentada por familiares de José de Moura em relação à versão oficial divulgada pela corporação.
Segundo a GCM, José de Moura era apontado como suspeito de esfaquear um homem que deu entrada em estado gravíssimo no Pronto-Socorro do Parque Alvorada, na noite da última quinta-feira (4). Durante as diligências, testemunhas indicaram José de Moura como autor do ataque e informaram o endereço onde ele estaria.
Ao chegar ao local, conforme relato da Guarda Civil Municipal, os agentes encontraram o suspeito e tentaram realizar a abordagem. A corporação afirma que o idoso estava armado com um punhal, recusou-se a obedecer às ordens dos agentes e teria avançado contra a equipe.
Ainda segundo a GCM, foi necessário utilizar inicialmente um dispositivo elétrico incapacitante. Como o homem continuou apresentando risco aos guardas, foram efetuados disparos de arma de fogo. José de Moura foi atingido, recebeu atendimento médico, mas morreu ainda no local.
Outro lado
A versão, porém, é contestada pela família. Parentes afirmam que o vídeo gravado dentro da residência mostra uma situação diferente da descrita pela corporação. Segundo eles, o idoso estava embriagado, dentro de casa e já havia sido atingido por dois disparos de arma de choque antes dos tiros de arma de fogo.
"Eles invadiram a casa. O idoso estava embriagado e deitado. Os guardas entraram na residência quase quatro horas depois da briga que deixou uma pessoa ferida. Ele levou dois disparos de Taser, um na coxa e outro no peito", relatou um familiar à página do jornalista Oloares Ferreira.
Os familiares questionam a necessidade do uso da arma de fogo após a utilização do equipamento de choque e defendem que as circunstâncias da ocorrência precisam ser esclarecidas por meio de investigação.
A Guarda Civil Municipal sustenta que agiu diante de uma ameaça iminente e que o uso progressivo da força seguiu os protocolos operacionais da corporação. O caso foi registrado na Polícia Civil, que deverá investigar as circunstâncias da ocorrência, analisar as imagens e ouvir testemunhas para esclarecer a dinâmica dos fatos.

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