Funcionárias denunciam "abuso sexual" e presidente do Sindicato Rural é preso
Polícia investiga crimes de abuso sexual, assédio moral e violência psicológica, além de não descartar novas denúncias; entidade ainda não se pronunciou

O presidente do Sindicato Rural de Rio Verde, Olavio Teles Fonseca, foi preso na tarde desta quarta-feira (12) sob suspeita de abuso sexual contra três funcionárias da própria instituição. A prisão é temporária e faz parte de uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Goiás, que apura também supostos casos de violência psicológica e assédio moral praticados por Fonseca contra as vítimas.
De acordo com informações da Polícia Civil, as denúncias começaram há cerca de quatro meses, quando as primeiras vítimas procuraram as autoridades. As agressões teriam ocorrido em uma sala dentro do prédio do sindicato, localizado na região central de Rio Verde.
Após o cumprimento do mandado de prisão, Fonseca foi levado à delegacia da cidade, que fica a menos de 200 metros da sede do sindicato. No início da noite de quarta-feira, ele foi transferido para a Casa de Prisão Provisória de Rio Verde, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto o inquérito segue em andamento.
Segundo os investigadores, as vítimas relataram episódios de condutas abusivas, constrangimentos e ameaças ocorridas durante o expediente. A polícia não descarta a possibilidade de novos depoimentos de outras funcionárias que possam ter sido vítimas de situações semelhantes.
Fonseca foi eleito presidente do Sindicato Rural em setembro de 2022, com mandato vigente até 2025. A instituição, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre a prisão do dirigente nem sobre as investigações.
A reportagem tentou contato com a defesa de Olavio Teles Fonseca, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.
A Polícia Civil segue colhendo depoimentos e deve ouvir o suspeito nesta quinta-feira (13). Caso novas vítimas se apresentem, o inquérito poderá ser ampliado para incluir outros crimes.

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No dia do crime, os executores chegaram ao imóvel se passando por policiais e dispararam à queima-roupa contra a cabeça da vítima. O avanço das apurações permitiu que as equipes da PC e da PM, com apoio do 30º Batalhão e da Rotam, identificassem toda a rede de apoio local e a ligação direta com os mandantes no Rio de Janeiro.











