Homem assassinado a pauladas pelos próprios filhos teria executado esposa com sete facadas
A perícia apontou que Edna Gonçalves dos Santos foi assassinada a facadas nessa segunda-feira (24), na zona rural de Caldas Novas, quando um dos golpes acertou o coração da vítima.

O corpo de Edna Gonçalves dos Santos, 47 anos, mãe dos irmãos presos por matar o próprio pai a pauladas por desconfiarem que ele teria assassinado a vítima, na zona rural de Caldas Novas (170 km da Capital), tinha pelo menos sete perfurações causadas por faca.
Os crimes, tanto o homicídio de Edna, quanto o assassinato do acusado pelas mãos dos próprios filhos, ocorreram nessa segunda-feira (24), mas os dois irmãos, 26 e 28 anos, que não tiveram os nomes divulgados, só foram presos na manhã dessa terça-feira (25).
Segundo o delegado Tiago Ferrão, responsável pela investigação, a mulher foi morta com cinco perfurações no peito e uma na barriga. Um dos golpes atingiu o coração e dois perfuraram as costas da vítima.
Ainda conforme o investigador, as marcas perfurocortantes são, em 90% dos casos, causadas por facas.
O corpo do pai, nome não divulgado, que foi amarrado a uma árvore e espancado com pedaços de pau, também passou por perícia, que identificou lesões no peito e cortes no pescoço e punhos.
Os cortes foram causados pela força da corda, já que ele teria se debatido para tentar se desamarrar.
Caso segue em apuração e a linha de investigação aponta que o marido matou Edna, que ainda tentou esconder o corpo. A morte do assassino foi confessada pelos filhos, que agrediram o pai até a morte, ainda sem ter a certeza da morte da mãe, tentando descobrir o paradeiro dela, mas o acusado não respondeu e morreu espancado amarrado numa árvore.
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Relembre o caso
Familiares de Edna Gonçalves dos Santos, de 47 anos, procuraram a Polícia Civil na noite de segunda-feira (24) para informar o desaparecimento dela e do marido, de 54. Durante o registro da ocorrência, a família alegou que o casal estaria tendo problemas.
Segundo o delegado Tiago Ferrão, os dois irmãos começaram a fazer buscas por conta própria e localizaram o veículo do pai, um GM Chevete, próximo a uma pista de aeromodelismo, na zona rural de Caldas Novas.
Eles, então, levaram o veículo até a chácara do pai, onde o encontraram pelado em meio ao matagal. Os três entraram em luta corporal e o mais velho foi dominado pelos filhos e amarrado a uma árvore.
Os rapazes questionaram o pai sobre o paradeiro da mãe, mas, como não obtiveram resposta, passaram a agredir o homem com pedaços de pau. Em seguida, teriam ateado óleo diesel no corpo do genitor, mas não conseguiram colocar fogo.
Após o crime, os dois fugiram do local e deixaram o pai amarrado a árvore. Diante dos graves ferimentos, o homem morreu ainda no local.
Durante as buscas, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar (PM) localizaram o corpo do homem, próximo à chácara dele, e da mulher, próximo à ponte do Rio Parapitinga, distante do local onde estava o corpo do pai.
O delegado disse que, no momento da prisão, os irmãos ainda não sabiam se a mãe estaria realmente morta, já que o corpo foi localizado poucos minutos antes deles serem presos pela Polícia Civil.
Em depoimento, os suspeitos alegaram que o pai era extremamente ciumento e estaria ingerindo bastante bebidas alcoólicas nos últimos dias e não aceitava um suposto fim de relacionamento.
Os dois possuem passagens na polícia, sendo um por tráfico de drogas e outro por homicídio. Eles seguem presos no presídio do município e devem responder por homicídio qualificado.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que apura a versão dos irmãos sobre a morte da mãe.

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