Mães de bebês que foram trocados em hospital devem fazer novo exame de DNA
Mesmo com resultado dos exames, famílias ainda não fizeram a troca dos bebês. Uma das mães relatou, emocionada, que preferia não devolver a criança

A troca de recém-nascidos no Hospital São Silvestre, em Aparecida de Goiânia (17 km da Capital), ganhou uma nova fase. As mães dos bebês, que nasceram no dia 29 de dezembro de 2021, devem fazer um novo exame de DNA neste sábado (29).
A Polícia Civil, que investiga o caso, informou às famílias que um dos exames foi inconclusivo. Já o outro deu negativo para a maternidade.
No entanto, a delegada Bruna Coelho, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), disse que a corporação não acredita na hipótese de envolvimento de uma terceira família.
Juciara Maria da Silva, de 28 anos, mãe de uma das crianças, se emocionou com a descoberta. A dona de casa relatou, à TV Anhanguera, que está triste por pensar em devolver o bebê que está cuidando há quase um mês.
Segundo ela, seus filhos e seus irmãos já se apegaram com a criança. Emocionada, Juciara disse ainda que não trocaria o bebê, mas constatou: "aquele é o meu, como que a gente vai ficar com o filho assim?".
Mesmo com o resultado dos exames, as mães ainda não fizeram a troca de bebês e continuam aguardando o novo exame de DNA. Nesta sexta-feira (28), as duas famílias tiveram na delegacia para prestar depoimento, acompanhadas do advogado Eduardo Augusto e Estevan Ferreira.
A delegada informou que o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil como crime de não identificação correta dos bebês, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e que a situação será notificada ao Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), já que o trabalho vai além da investigação da polícia.
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Relembre o caso
Os bebês nasceram no dia 29 de dezembro de 2021, mas o resultado do exame de DNA que apontou a troca dos recém-nascidos saiu apenas nessa segunda-feira (24).
A unidade de saúde informou, em nota, que "houve quebra no protocolo do hospital" e que com o resultado dos exames de DNA, feitos pela própria unidade, as duas famílias foram prontamente comunicadas sobre o ocorrido.
O advogado Eduardo Augusto, que representa uma das mães, disse, ao g1, que o diretor do hospital desconfiou da troca de bebês e que precisaria ser feito um exame de DNA. No entanto, como o resultado demoraria a sair, o diretor teria dito que a mãe poderia levar o bebê para casa.
Na segunda-feira (24), logo após saírem os resultados, as famílias foram chamadas ao hospital para a entrega dos exames. O caso foi registrado na Polícia Civil pela própria advogada da unidade de saúde, Luciana Azevedo.
O hospital informou que foi aberto processo administrativo para a apuração dos fatos e que os funcionários envolvidos foram suspensos até a finalização das investigações.

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