Marido que executou esposa a facadas e jogou corpo em cisterna é condenado a 17 anos de prisão
O feminicídio foi registrado no dia 5 de junho de 2021 pelo fato de Sebastião Carlos não aceitar o fim do relacionamento. Antes de fugir, ele ainda furtou celular e cartão bancário da vítima

Sebastião Carlos Lima da Silva, 40 anos, foi condenado a 17 anos de prisão por matar a facadas a esposa Eliene Alves da Silva Dourado, 45, e esconder o corpo dela em uma cisterna, no Residencial Chácaras Village Santa, em Goiânia. O crime ocorreu no dia 5 de junho de 2021 e, na ocasião, o acusado ainda furtou os celular e cartão bancário da vítima.
O caso foi levado a júri popular, que acataram a denúncia do Ministério Público do Estado Goiás (MPG-GO) e o apontaram como culpado pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver e furto.
A sentença foi assinada pelo juiz Jesseir Coelho de Alcantâra, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri. Os crimes resultaram na pena de 17 anos e 6 meses de prisão, além de multa.
De acordo com as investigações, o casal estava junto há quase quatro meses e viviam um relacionamento conturbado marcado por ciúmes e violência. Dias antes do crime, os dois haviam brigado, momento em que trocaram agressões físicas.
Já no dia do ocorrido, o homem foi até a casa da vítima, que estava em um salão de beleza. Logo quando a mulher chegou no local, eles iniciaram uma discussão e a mulher acabou terminando o relacionamento.
Em seguida, ela pediu para o ex-companheiro ir embora. Irritado, Sebastião pegou uma faca na cozinha da casa e começou a esfaquear a vítima, que sofreu vários golpes. Ferida, a mulher não resistiu e morreu ainda no local.
Após o crime, o acusado jogou o corpo de Eliene numa cisterna da residência, pegou o celular e o cartão bancário dela e fugiu da cidade. Ele só foi preso no dia 8 de junho, três dias depois, em uma rodovia de São Paulo. Ele tentava fugir para o Rio de Janeiro, onde tem familiares, quando foi preso em uma unidade da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O corpo só foi encontrado no dia seguinte, após parentes notarem seu desaparecimento, irem até a residência da vítima e encontrarem rastros que levavam até a cisterna.
Na época, o homem confessou o crime e alegou legítima defesa. O inquérito, no entanto, apontou que a motivação foi o fim do relacionamento. Desde então, o homem segue detido no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

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