Pai é preso por tráfico e filho de 9 anos 'esquecido' na escola; veja
Direção tentou avisar a família quando percebeu que ninguém buscava o menino após as aulas, mas quem atendeu o telefone foi um policial militar informando que o pai havia acabado de ser preso com drogas prontas para venda

Uma situação que mistura abandono, crime e preocupação com o futuro de uma criança chamou a atenção em Aparecida de Goiânia. Um menino de apenas 9 anos ficou esperando sozinho na escola após o fim das aulas porque ninguém apareceu para buscá-lo. Quando a direção tentou contato com o responsável, recebeu uma resposta surpreendente: o pai da criança havia acabado de ser preso por tráfico de drogas.
O caso veio à tona depois que funcionários da unidade de ensino estranharam a ausência dos responsáveis no horário de saída. Diante da demora, a escola decidiu ligar para o único telefone cadastrado nos documentos do aluno, pertencente ao pai.
Foi então que um policial militar atendeu a ligação e informou que o homem estava sendo detido naquele momento. Segundo a Polícia Civil, ele foi preso no Jardim Luz após denúncias de que um veículo de luxo estaria sendo utilizado para a comercialização de entorpecentes na região.
Durante a abordagem, os agentes encontraram porções de maconha e quase dois quilos de cocaína já embalados e prontos para venda. Também foram apreendidos materiais utilizados para preparo, fracionamento e armazenamento das drogas.
As investigações avançaram após o suspeito informar aos policiais que havia mais entorpecentes em sua residência. No imóvel, equipes encontraram novas porções de drogas e outros materiais relacionados ao tráfico. Conforme a Polícia Civil, o homem já possui antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crime.
Enquanto a prisão era realizada, a situação da criança mobilizava autoridades. O Conselho Tutelar foi acionado para acolher o menino, que havia chegado recentemente de Brasília junto com o pai. A família estava morando há pouco tempo em Aparecida de Goiânia, e a matrícula da criança na escola tinha sido feita apenas oito dias antes.
A situação se tornou ainda mais delicada porque, segundo o Conselho Tutelar, o pai inicialmente se recusou a fornecer informações que ajudassem a localizar parentes da criança.
“Uma criança estava na escola fora do horário de entrega. Em contato realizado para o genitor, que era o único número que estava nos documentos da instituição, obtiveram informações de que o telefone estava desligado. Logo, um agente da Rotam entrou em contato informando que, naquele exato momento, o pai da criança estava sendo detido. A defesa desse pai entrou, conversou com o pai, ele disponibilizou alguns telefones e nós fizemos contato com a tia. Essa tia reside em Brasília e, diante do horário, a gente já orientou, mandou os documentos para a gente encaminhar ao Poder Judiciário e sair de uma forma legal a guarda dessa criança”, relatou a conselheira tutelar.
Após os procedimentos, o menino foi acolhido e ficou sob proteção do Conselho Tutelar até que a situação familiar fosse regularizada. A tia da criança, moradora de Brasília, foi localizada e orientada sobre os trâmites necessários para assumir legalmente a guarda.
Paralelamente, a Polícia Civil aguarda autorização judicial para acessar o celular do suspeito. O objetivo é identificar possíveis integrantes do esquema criminoso e aprofundar as investigações sobre a atuação dele no tráfico de drogas.
A defesa do preso informou que irá aguardar o andamento do inquérito policial para se manifestar oficialmente nos autos do processo.
O caso chamou atenção não apenas pela apreensão de drogas e pela prisão do suspeito, mas principalmente pela situação enfrentada pelo menino, que acabou ficando sozinho na escola enquanto o pai era detido. A criança, sem qualquer responsabilidade pelos atos investigados, agora recebe acompanhamento e proteção das autoridades competentes.

Facção do Rio de Janeiro mandou matar jovem em Goiânia com tiro na cabeça, revela polícia
No dia do crime, os executores chegaram ao imóvel se passando por policiais e dispararam à queima-roupa contra a cabeça da vítima. O avanço das apurações permitiu que as equipes da PC e da PM, com apoio do 30º Batalhão e da Rotam, identificassem toda a rede de apoio local e a ligação direta com os mandantes no Rio de Janeiro.











