PC indicia ex-presidente da Comurg flagrado com R$ 500 mil em casa
Alisson Borges investigado pela Polícia Civil de Goiás; 5 licitações resultaram 10 contratos, que juntos somam mais de R$ 50 milhões pagos às empresas

O ex-presidente da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), Alisson Borges, foi indiciado pela Polícia Civil de Goiás pelos crimes de corrupção, peculato e fraude em licitações. O inquérito aponta que uma empresa beneficiada por contratos milionários com a companhia teria realizado obras na chácara particular do ex-gestor, incluindo a construção de uma piscina e a instalação de uma banheira de luxo.
As informações foram divulgadas com exclusividade pelo jornal O Popular. O caso integra a mesma operação policial que resultou na apreensão de mais de R$ 430 mil em dinheiro na residência de Alisson Borges, durante o cumprimento de mandados em 2024.
Fraudes em licitações e contratos milionários
Segundo a investigação, os envolvidos teriam atuado de forma articulada para fraudar licitações públicas, realizadas por meio de pregões eletrônicos, com o objetivo de direcionar contratos a empresas previamente combinadas. O esquema teria sido identificado em cinco licitações, nas quais os investigados supostamente se uniam para vencer os lotes de maior valor, eliminando concorrentes por meio da prática conhecida como “mergulho de preço”.
A Polícia Civil informou que dessas cinco licitações resultaram 10 contratos, que juntos somam mais de R$ 50 milhões pagos às empresas investigadas. Os contratos envolviam o fornecimento de materiais utilizados em obras de recapeamento da malha asfáltica, executadas pela Prefeitura de Goiânia.
Produto sem autorização e documentos falsos
As apurações também indicam que as empresas vencedoras das licitações para fornecimento de emulsão asfáltica não possuíam autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para comercializar o produto. Para viabilizar a contratação, uma certidão falsa de autorização teria sido apresentada no processo licitatório.
Outro ponto destacado no inquérito é que o lance vencedor foi ofertado abaixo do custo do produto, que é comercializado exclusivamente pela Petrobras, o que levantou suspeitas adicionais.
A Polícia Civil identificou ainda superfaturamento de valores, além de irregularidades nos prazos e nas quantidades previstas em outros contratos firmados pelos órgãos investigados.
O inquérito segue sob análise do Poder Judiciário. Até o momento, a defesa de Alisson Borges não se manifestou sobre as conclusões da investigação.

Facção do Rio de Janeiro mandou matar jovem em Goiânia com tiro na cabeça, revela polícia
No dia do crime, os executores chegaram ao imóvel se passando por policiais e dispararam à queima-roupa contra a cabeça da vítima. O avanço das apurações permitiu que as equipes da PC e da PM, com apoio do 30º Batalhão e da Rotam, identificassem toda a rede de apoio local e a ligação direta com os mandantes no Rio de Janeiro.












