Polícia usa helicóptero e ônibus para transportar faccionados que movimentou milhões; assista
Investigação já bloqueou mais de R$ 10 milhões e cumpre dezenas de mandados em Goiás e outros estados

Uma megaoperação policial mobilizou helicóptero, ônibus do sistema prisional e mais de 250 agentes nesta terça-feira (14) para prender suspeitos ligados a uma facção criminosa que teria movimentado mais de R$ 10 milhões. A ação ocorre em várias cidades de Goiás e também em outros estados, com dezenas de presos sendo levados para delegacias ao longo do dia.
Desde as primeiras horas da manhã, a movimentação chama atenção. Em Rio Verde, um helicóptero sobrevoa regiões próximas à delegacia da Polícia Civil, enquanto viaturas chegam sem parar. O número de detidos cresce a cada hora: se no início eram cerca de 10, rapidamente esse número dobrou e segue aumentando.
A cena é de operação de grande porte. Viaturas da Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal, além de carros descaracterizados, entram e saem o tempo todo. Do lado de fora, um ônibus do sistema penitenciário aguarda para transportar os presos após os procedimentos internos — um sinal claro da dimensão da ofensiva.
A ação faz parte da quarta fase da Operação Destroyer, batizada de “Ruptura”, coordenada pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Rio Verde. Ao todo, são 61 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão sendo cumpridos simultaneamente.
Além de Goiás — com ações em cidades como Rio Verde, Goiânia, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo —, a operação também alcança alvos no Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso. O objetivo é desarticular uma organização criminosa com atuação interestadual.
Segundo a Polícia Civil, o grupo investigado está envolvido em crimes graves, como tráfico de drogas, homicídios, tortura, sequestro e lavagem de dinheiro. A ofensiva também mira o coração financeiro da facção: a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10,5 milhões.
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Outro ponto que chama atenção é o perfil de alguns presos. Parte deles já utilizava tornozeleira eletrônica e estava em regime semiaberto ou liberdade condicional — o que levanta suspeitas de reincidência criminosa.
A investigação teve início após a prisão de um suspeito de homicídio em Rio Verde. A partir daí, a polícia aprofundou o trabalho até chegar à estrutura mais ampla da organização, resultando na operação desta terça.
Nos últimos 30 dias, a Operação Destroyer já acumulou mais de 240 medidas judiciais cumpridas, consolidando uma ofensiva contínua contra o crime organizado. Desta vez, com direito a helicóptero no céu e ônibus lotado no chão, a polícia deixa claro: o cerco está se fechando.

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