Bolsonaristas querem Caiado no Planalto para salvar legado da direita
Na avaliação de aliados, o governador de Goiás, caso eleito, fará só um mandato; já Tarcísio, que é novo, teria condições de ficar oito anos no cargo, o que “mataria o bolsonarismo”.

Segundo informações da coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, bolsonaristas contrários à candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) à Presidência têm intensificado as articulações para emplacar o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), como o “plano A” da direita.
A jogada política vai além de conversas de bastidor. Esses aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a defender abertamente uma chapa presidencial com Caiado na cabeça e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como vice. A ideia? Frear o avanço de Tarcísio e manter o “bolsonarismo raiz” vivo.
Para esse grupo mais conservador, uma eventual vitória de Tarcísio pode significar o fim do bolsonarismo.
“Ele é jovem, faria dois mandatos. O bolsonarismo não sobrevive oito anos fora do centro”, disse um interlocutor à coluna.
Caiado, por sua vez, tem se mostrado alinhado. Promete cumprir apenas um mandato e passar o bastão para outro nome do campo da direita — uma tentativa clara de atrair o apoio de Bolsonaro. Além disso, assim como Tarcísio, o governador goiano já acenou com a promessa de conceder indulto ao ex-presidente, caso seja eleito.
A disputa, porém, ainda está longe do fim. O campo bolsonarista está dividido, e enquanto uns apostam na juventude e na fidelidade técnica de Tarcísio, outros veem em Caiado uma chance de “transição segura” que garante sobrevida ao legado do ex-presidente.
O futuro da direita, portanto, segue em aberto — e o xadrez político para 2026 já está sendo jogado com força total.

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