Caiado cresce 8 pontos, pressiona Lula e acende alerta vermelho na esquerda; veja vídeo
Pesquisa Datafolha mostra avanço inesperado de Ronaldo Caiado, que ganha força no segundo turno enquanto Lula enfrenta isolamento político e dúvidas sobre sua própria candidatura

A nova pesquisa Datafolha aponta crescimento de oito pontos percentuais de Ronaldo Caiado (PSD) em simulações de segundo turno, colocando o pré-candidato do PSD mais próximo de Lula e reforçando a percepção de que a disputa pode se tornar ainda mais difícil para o atual presidente. O cenário eleitoral começou a mudar de forma mais acelerada do que o esperado.
O movimento já vinha sendo desenhado desde a escolha de Caiado como pré-candidato dentro do PSD, há poucas semanas. Na ocasião, analistas apontavam que, uma vez confirmado, ele naturalmente ganharia mais visibilidade e densidade eleitoral — o que agora se confirma de forma rápida nas pesquisas.
Segundo os dados mais recentes do Datafolha, o avanço de Caiado não apenas surpreende pelo tamanho, mas também pela velocidade. Em pouco tempo, ele deixa de ser um nome secundário e passa a ocupar posição competitiva, especialmente em cenários de segundo turno.
Nos bastidores, o crescimento é visto como reflexo direto da consolidação do campo da direita, que tende a se reorganizar em torno de um nome viável contra Lula. A leitura dominante entre comentaristas políticos é clara: qualquer candidato competitivo fora da esquerda teria vantagem no segundo turno.
Essa dinâmica expõe um problema crescente para o atual presidente. De acordo com análises, Lula pode enfrentar um isolamento inédito no campo da centro-esquerda. Diferentemente de eleições passadas — como 2002, 2006 e 2010 — não há hoje um nome que funcione como “reserva técnica” de votos, capaz de reforçar sua base na reta final.
A situação, segundo os próprios analistas, não surgiu por acaso. Ao longo da construção política recente, Lula teria desestimulado candidaturas de partidos aliados como PDT e PSB. A escolha de Geraldo Alckmin como vice consolidou alianças, mas também reduziu o espaço para outras lideranças do campo progressista crescerem de forma independente.
O resultado é um cenário em que o presidente pode chegar fragilizado a um eventual segundo turno — isso, claro, se for candidato. A dúvida sobre sua própria participação, levantada pelo próprio Lula durante a pré-campanha, adiciona ainda mais incerteza ao quadro.
Enquanto isso, Caiado avança. E rápido. O que antes parecia improvável começa a ganhar contornos reais: um nome da direita crescendo de forma consistente, encurtando a distância e entrando de vez no radar como adversário competitivo.
Nos cálculos eleitorais, o recado da pesquisa é direto: o jogo está longe de definido — e pode estar virando.

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