Calamidade prorrogada: Prefeitura luta para pagar rombo bilionário que Rogério deixou
Projeto foi aprovado pela Alego com 30 votos favoráveis e 7 contrários. Quem votou contra, ou não entendeu a gravidade da situação, ou ainda sonha com os tempos de desgoverno.

É importante lembra que o aval dos deputados estaduais a pedido da Prefeitura de Goiânia para prorrogar por mais 180 dias o estado de calamidade financeira tem um motivo simples: o rombo de R$ 4,8 bilhões deixado pela gestão do ex-prefeito Rogério Cruz (SD). O projeto foi aprovado na quinta-feira (3) pela Assembleia Legislativa com 30 votos favoráveis e 7 contrários. Quem votou contra, ou não entendeu a gravidade da situação, ou ainda sonha com os tempos de desgoverno.
A situação é tão caótica que, só de consignados, a gestão anterior descontou R$ 250 milhões dos salários dos servidores e simplesmente não repassou aos bancos. É isso mesmo: ficou com o dinheiro dos funcionários na mão. Agora, cabe ao atual prefeito Sandro Mabel (UB) explicar e renegociar essa lambança.
A equipe econômica da atual gestão afirma que, no papel, o buraco deixado era de R$ 300 milhões. Mas quando abriram a gaveta de verdade, descobriram o rombo de R$ 3,6 bilhões, que em apenas seis meses saltou para R$ 4,8 bilhões — como se a cidade tivesse sido passada no carnê por um gestor que fugiu sem deixar endereço.
O decreto de calamidade, segundo o secretário da Fazenda Valdivino de Oliveira, é a única forma de colocar a casa em ordem. Ele permite renegociar dívidas, rever contratos e adiar a morte do caixa da cidade. “A ordem é clara: não gastar. Precisamos gerar superávit para pagar o que nos deixaram”, disse o titular da Sefaz.
Mabel ainda tenta administrar a crise com cautela, mas não tem mágica. O limite de despesa de pessoal já está no talo: 49% do orçamento, e a projeção para 2025 é de 52%. E mesmo assim, a atual administração tem mantido os salários em dia e negociado dívidas sem interromper serviços essenciais.
A verdade é que o caos financeiro da prefeitura tem nome e sobrenome: Rogério Cruz. O ex-prefeito não apenas atrasou repasses e comprometeu a folha, como ainda maquiou os números do orçamento, criando um rombo invisível que agora explode no colo da atual gestão. A calamidade é, sim, fruto da irresponsabilidade — e não há como esconder isso com conversa fiada.
Agora, só resta saber se a Justiça vai investigar os desmandos com o mesmo rigor com que cobra as contas da atual gestão. Afinal, quem cavou esse buraco não pode sair impune.

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