Congresso triplica valor do "fundão"; veja como votaram parlamentares de Goiás
No Senado, Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso votaram contra; na Câmara, os votos negativos foram de Elias Vaz, Flávia Morais e Rubens Otoni

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022, aprovada pelo Congresso Nacional na última quinta-feira (15), prevê um montante de R$ 5,7 bilhões para o fundo eleitoral. A quantia representa um aumento de quase três vezes no valor relativo às eleições de 2018 e 2020, de R$ 2 bilhões. Enquanto isso, o salário mínimo teve aprovação de aumento de R$ 47, passando de R$ 1.100 para R$ 1.147. O texto segue para sanção do presidente, que pode sancionar integralmente, parcialmente ou ainda vetar o texto.
Por conta da polêmica relacionada ao aumento de verba para financiamento de propagandas eleitorais, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou em entrevista nesta segunda-feira (19) que deve vetar o aumento para 2022. Logo após, o presidente disse que esta é a "tendência".
"É uma cifra enorme, que, no meu entender, está sendo desperdiçada, caso ela seja sancionada. Posso adiantar para você que não será sancionada. Eu tenho que conviver em harmonia com o Legislativo. E nem tudo que eu apresento ao Legislativo é aprovado e nem tudo que o Legislativo aprova, vindo deles, eu tenho obrigação de aceitar para o lado de cá. Mas a tendência nossa é não sancionar isso daí em respeito ao trabalhador, ao contribuinte brasileiro", afirmou Bolsonaro. Caso o presidente resolva vetar algum trecho, o projeto volta ao Congresso Nacional para análise dos parlamentares.
Bolsonaro culpou o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), pela aprovação do fundo. "Teve um destaque para votar em separado os R$ 6 bilhões. O presidente em exercício da Câmara, lá de Manaus, qual o nome do cara? Marcelo Ramos, tão insignificante que eu esqueci o nome dele aqui, atropelou o regimento e não deixou votar", afirmou o presidente, na manhã desta segunda-feira, em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.
Marcelo Ramos rebateu Bolsonaro, em entrevista à GloboNews, lembrando que a LDO foi aprovada com voto dos parlamantes de sua base de apoiadores, incluindo os filhos - o deputado Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro.
O aumento do chamado "fundão" também é questionado por um grupo de parlamentares, que recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para anular as votações da LDO. Apenas os partidos Novo, Cidadania, Podemos e Psol votaram a favor de um destaque para a retirada do trecho relativo ao fundo eleitoral. O destaque, no entanto, foi rejeitado em votação e nem sequer chegou ao Senado.
Dos três senadores que representam Goiás, apenas Luiz do Carmo (MDB) votou a favor do texto original. Jorge Kajuru (Podemos) e Vanderlan Cardoso (PSD) votaram contra.
Já na Câmara dos Deputados, votaram a favor Adriano do Baldy (PP), Alcides Rodrigues (Patriota), Célio Silveira (PSDB), Delegado Waldir (PSL), Dr. Zacharias Calil (DEM), Francisco Jr. (PSD), Glaustin da Fokus (PSC), Jose Mario Schreiner (DEM), João Campos (Republicanos), Lucas Vergilio (Solidariedade), Magda Mofatto (PL), Professor Alcides (PP) e Vitor Hugo (PSL). Elias Vaz (PSB), Flávia Morais (PDT) e Rubens Otoni (PT) são os únicos que votaram contra.

Pedro Sales desiste de candidatura a deputado federal em Goiás
Nos bastidores, Pedro Sales era apontado como um dos nomes cotados para integrar a chapa do PSD na disputa por uma cadeira na Câmara Federal.

Marconi fala em voltar ao passado e apresentador rebate: "Prefiro pensar no Goiás do futuro"
Debate ocorreu durante o Jornal da Terra, na manhã desta segunda-feira (18)











