Deputado evangélico "banca" nome de "Zé Mário": "enriquece qualquer chapa"; veja vídeo
Cairo Salim destaca peso do agro e diz que ruralista cabe em qualquer chapa, mexendo no xadrez do governo

Em meio à corrida silenciosa pela vaga de vice na chapa de reeleição do governador Daniel Vilela (MDB), o deputado estadual Cairo Salim (MDB), ligado à Igreja Videira, colocou mais lenha na fogueira política ao declarar que o ex-deputado federal Zé Mário Schreiner “é enriquecedor para qualquer chapa”. A fala, feita nesta quinta-feira (23), sinaliza que nem todo o eleitorado evangélico está fechado em torno de um nome exclusivamente religioso para compor o governo.
A declaração foi dada durante entrevista ao programa Realidade, da Rádio Vinha FM — emissora ligada à Igreja Videira —, em Goiânia. O espaço, conhecido por aproximar política e público evangélico, serviu de palco para um recado com endereço certo: o tabuleiro da sucessão estadual já está em movimento.
Logo no início da participação, Cairo Salim adotou um tom respeitoso ao cumprimentar Zé Mário e destacar sua trajetória. Em seguida, conectou o nome do ruralista ao avanço do agronegócio em Goiás, construindo um discurso que mistura reconhecimento técnico com sinalização política.
Agro como vitrine
Durante a entrevista, o deputado reforçou o peso do agronegócio na economia goiana e atribuiu parte desse crescimento à atuação de Zé Mário à frente da Faeg. Em tom enfático, relembrou o passado do estado, quando as terras eram desvalorizadas, e comparou com o cenário atual de protagonismo nacional.
Segundo Salim, o setor alcançou níveis elevados de tecnologia, qualificação e respeito — resultado, segundo ele, de lideranças que investiram no fortalecimento do campo. Nesse contexto, posicionou Zé Mário como símbolo dessa transformação.
Recado direto ao governo
Mas foi ao falar de política que o discurso ganhou peso. Ao desejar “sorte” ao ex-deputado, Cairo soltou a frase que reverberou nos bastidores: o nome de Schreiner serviria para “qualquer chapa governamental”.
A fala é interpretada como um gesto claro de apoio à possível candidatura de Zé Mário como vice de Daniel Vilela — e, ao mesmo tempo, um contraponto à tese de que a vaga precisa necessariamente ser ocupada por um representante direto das igrejas.
Disputa aberta
Hoje, Zé Mário aparece como um dos nomes mais fortes dentro do PSD para compor a chapa. Ele divide espaço com figuras como Luiz do Carmo, Adriano da Rocha Lima e Gustavo Mendanha, todos com articulações em andamento.
Nos bastidores, a avaliação é que o apoio público de um líder evangélico como Cairo Salim amplia o alcance político de Schreiner, especialmente ao aproximá-lo de um eleitorado que tradicionalmente tem peso nas urnas.
Fé não é exclusividade
Até então, o principal argumento de Luiz do Carmo era sua ligação histórica com a Assembleia de Deus. A fala de Cairo, porém, muda o tom da conversa.
Ao elogiar Zé Mário dentro de um veículo ligado à Igreja Videira, o deputado indica que o eleitor evangélico pode se identificar também com pautas do agronegócio — como trabalho, desenvolvimento e empreendedorismo — sem a necessidade de um nome estritamente religioso na chapa.
Movimento estratégico
A posição de Cairo também reflete sua própria estratégia política. Recém-filiado ao MDB, ele levou consigo a base da Igreja Videira, fortalecendo o grupo governista.
Ao unir, no discurso, o agro e o segmento evangélico, o deputado ajuda a desenhar uma possível aliança entre dois dos grupos mais influentes do estado — movimento que pode ser decisivo na montagem da chapa.
Xadrez segue aberto
A escolha do vice ainda deve demorar e depende de negociações envolvendo partidos aliados, como PSD e União Brasil. Enquanto isso, declarações públicas como a de Cairo Salim funcionam como termômetro político.
No jogo antecipado de 2026, cada fala conta — e a mais recente deixou claro que a disputa pela vice está longe de ter um único caminho.

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Nos bastidores, Pedro Sales era apontado como um dos nomes cotados para integrar a chapa do PSD na disputa por uma cadeira na Câmara Federal.

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