Deputado vira alvo da polícia por publicar que trans sofreu “lesão no testículo”
Além da informação falsa, o parlamentar também criticou o lançamento de bonecos nas cores do arco-íris, em celebração ao mês do orgulho LGBTQI

O deputado estadual Cairo Salim (PSD) está sendo investigado pela Polícia Civil, a pedido do Ministério Público Estadual (MPE), por suposto crime de homofobia. A decisão ocorreu devido à denúncia de que o parlamentar fez publicações de cunho preconceituoso contra pessoas gays e trans.
Em uma das publicações, um conteúdo mentiroso cita que a levantadora de peso trans Laurel Hubbard sofreu “lesão trágica no testículo”.
Em outra publicação, Salim critica uma notícia sobre o lançamento de bonecos nas cores do arco-íris, em celebração ao mês do orgulho LGBTQI, afirmando que “globalistas têm usado suas ideologias para afetar crianças”.
O Ministério Público ressaltou que a conduta do deputado não tem relação com o cargo na Assembleia Legislativa de Goiás e por conta disso, o caso não poderia ser analisado pela Procuradoria-Geral de Justiça e sim pela Polícia Civil.
Em nota, Cairo Salim informou que até o momento não foi notificado pelo MP e que recebeu a notícia com surpresa pela imprensa.
Como forma de justificativa, o parlamentar afirmou que as postagens veiculadas nas redes sociais do deputado estadual Cairo Salim seguem a Constituição, a liberdade de expressão e as escolhas individuais.
Confira a nota
“Cabe destacar que o deputado representa uma parte significativa da sociedade e deve levantar bandeiras que representem as opiniões desse segmento. O deputado tem um posicionamento firme e claro em temas polêmicos como aborto, ideologia de gênero e atua em defesa dos princípios cristãos.
Cairo Salim confia na justiça e no pilar base da democracia, a liberdade de expressão. Ainda, se compromete em contribuir em todas as fases do inquérito, tendo a certeza de que os fatos serão esclarecidos”, pontuou a assessoria de comunicação.
Essa não é a primeira investigação por homofobia em Goiás. O deputado estadual Amauri Ribeiro (UB), foi indiciado em dezembro de 2022 pelo crime de racismo homofóbico. Na ocasião, a denúncia foi realizada por entidades após publicações nas redes sociais. O deputado irá responder como cidadão comum, sem foro político.
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