Eduardo Leite admite que Caiado é a referência para o futuro do país
Após disputa interna, governadores de Goiás e Rio Grande do Sul fazem as pazes em Porto Alegre

Em um encontro marcado por gestos de cortesia e estratégia, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, recebeu Ronaldo Caiado e sinalizou que o PSD caminha para a unificação em torno do nome do goiano para a sucessão presidencial/
Leite, que antes demonstrava insatisfação com a escolha de Caiado pelo partido, mudou o discurso. "Temos muito mais pontos de convergência do que diferenças", afirmou o gaúcho, destacando que a experiência de Caiado o qualifica para o Planalto. O encontro, que quase foi cancelado devido ao caos aéreo em São Paulo (provocado por uma pane no controle de tráfego), aconteceu na sede da Farsul.
A "Carta de Condições"
Apesar dos elogios, Leite entregou uma carta a Caiado (veja os pontos abaixo) com avisos claros. O principal ponto de atrito é a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro. Enquanto Caiado defende o perdão — inclusive para Jair Bolsonaro —, Leite alerta que uma anistia ampla logo no início de um governo pode "interromper o diálogo" com metade do país e sugere que o caminho seja a revisão das penas pelo Congresso, e não um perdão presidencial imediato.
Caiado também foi pragmático sobre a convivência interna no PSD. Ele admitiu que, em estados como a Bahia, o partido deve caminhar com o PT, mas avisou que seu coração e seu palanque permanecem na oposição: "Lá, eu estarei no palanque do ACM Neto", pontuou.

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