Ex-presidente do Aparecidaprev na era Vilmar vira alvo do TCM por "rombo" de R$ 273 mil
Denúncia aponta que serviços pagos podem não ter sido entregues, e TCM abre investigação pesada para apurar possível rombo deixado por contrato firmado na gestão Vilmar Mariano

Um contrato de R$ 273 mil firmado pelo Instituto de Previdência de Aparecida de Goiânia (Aparecidaprev) em 2023, durante a gestão do então prefeito Vilmar Mariano, entrou no radar do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) após denúncia apontar possíveis irregularidades na execução dos serviços.
O caso envolve o ex-presidente do instituto, Robes Venâncio e Silva, e a empresa Sistematech Desenvolvimento de Software Eireli.
A denúncia chegou por meio da Ouvidoria do tribunal e relata problemas no Contrato nº 1454/2023, que previa a prestação de serviços considerados estratégicos para a administração previdenciária do município. Entre eles, locação de softwares, assessoria técnica em cálculos previdenciários, gestão de recursos humanos, processamento de folha de pagamento e até um aplicativo de prova de vida para beneficiários.
Segundo a análise técnica preliminar, surgiram indícios de que parte desses serviços pode não ter sido executada conforme o previsto — ou seja, há suspeita de inexecução parcial do contrato, mesmo com valores já pagos. Na prática, o TCM investiga se o município desembolsou recursos públicos por entregas que não aconteceram integralmente.
Diante da gravidade, o tribunal decidiu elevar o caso ao nível mais rigoroso de apuração e converteu o processo em Tomada de Contas Especial — procedimento adotado quando há suspeita de dano ao erário e necessidade de identificar responsáveis e quantificar prejuízos.
Com a decisão, foram formalmente notificados para apresentar defesa o ex-presidente do Aparecidaprev, Robes Venâncio e Silva, e a empresa Sistematech, representada por seus procuradores. As notificações serão feitas tanto por via postal quanto pelo Diário Oficial de Contas.
O relator do processo, conselheiro Sérgio Antônio Cardoso de Queiroz, destacou que a medida visa aprofundar a apuração sobre a real execução do contrato e eventual prejuízo aos cofres públicos. O Ministério Público de Contas acompanha o caso.
O TCM ainda fez um alerta direto: a investigação atual não impede novas apurações sobre o mesmo período nem exclui possíveis sanções futuras. Caso sejam confirmadas irregularidades, os envolvidos podem ser obrigados a ressarcir valores e sofrer penalidades administrativas.
O caso agora segue em fase de instrução, com análise das defesas e levantamento detalhado da execução contratual. Nos bastidores, a investigação é tratada como sensível, por atingir um contrato firmado em área considerada crítica da gestão pública: a previdência municipal.

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