Ex-presidente é investigado por suposta "obra fantasma" de quase R$ 300 mil na Câmara
Falta de provas da reforma levanta suspeita de rombo e põe fiscais e empresa contra a parede

A obra de ampliação da Câmara Municipal de Aragarças, avaliada em quase R$ 300 mil, entrou no radar do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) após suspeitas pesadas de irregularidades.
Tudo começou quando o atual presidente da Câmara, Emerson Borges Leão, resolveu denunciar possíveis problemas na contratação da obra, feita por meio da Concorrência Pública nº 01/2024. O contrato foi fechado por R$ 284.390,21, mas agora ninguém consegue provar direito o que foi feito com esse dinheiro.
Diante da situação, o Tribunal não quis saber de conversa: abriu uma Tomada de Contas Especial, um tipo de investigação mais dura, usada quando há indícios de prejuízo aos cofres públicos.
O motivo é direto e preocupante: falta de documentos e ausência de comprovação da execução da obra. Em outras palavras, há dúvidas sérias se o serviço foi realmente realizado como deveria.
Entraram na mira o ex-presidente da Câmara, Dulcindo Figueiredo dos Santos, os fiscais do contrato, Waldemar Vinicius Nogueira Pereira e Pedro Henrique Castro de Oliveira, além da empresa responsável pela obra, a Barracon Construtora Ltda.
Agora, todos terão que correr para apresentar provas: notas fiscais, comprovantes de pagamento, relatórios técnicos, registros da obra e até fotos que mostrem que o serviço saiu do papel.
O recado do Tribunal foi claro: quem não apresentar explicações pode levar multa. E mais — o caso pode se agravar se ficar comprovado que houve dano ao dinheiro público.
Nos bastidores, o clima já é de tensão. A investigação coloca sob suspeita o destino de quase R$ 300 mil e levanta uma pergunta que não quer calar em Aragarças: a obra foi feita mesmo ou o dinheiro sumiu no caminho?
Agora, a resposta depende dos documentos — e do que o Tribunal vai encontrar daqui pra frente.

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