Goiás abre portas do e-commerce; Daniel corta burocracia e shopee promete 3 mil empregos
Pacote assinado pelo governador simplifica regras do comércio online, atrai gigantes do setor e pode transformar o estado em polo logístico do país

O governador Daniel Vilela anunciou nesta quarta-feira (22) um pacote de medidas que promete mexer diretamente com o bolso, o emprego e a rotina de quem compra e vende pela internet em Goiás. Em resumo: menos burocracia para empresas, mais investimentos no estado e a promessa de até 3 mil novos empregos com a expansão da Shopee nos próximos cinco anos.
As ações foram apresentadas em sequência, começando pela assinatura de um decreto que altera regras antigas do comércio eletrônico no estado. A mudança simplifica operações e retira a obrigatoriedade de inscrição estadual para vendedores de fora que utilizam centros de distribuição em Goiás — uma medida que reduz custos e facilita a entrada de novas empresas.
Segundo o governador, a iniciativa faz parte de um movimento mais amplo de modernização. “É uma eliminação de burocracias que travavam investimentos no comércio eletrônico”, afirmou. Ele destacou ainda que o pacote fortalece o empreendedorismo e cria novas alternativas de renda.
Na prática, a decisão atinge diretamente o funcionamento do e-commerce. Mesmo com a flexibilização, o governo garante que não haverá perda de arrecadação. Isso porque o modelo de cobrança do ICMS continua o mesmo, com a manutenção do Difal nas operações interestaduais.
A secretária da Economia, Renata Noleto, reforçou que a medida não reduz impostos, apenas simplifica processos. “Não há renúncia de receita. Estamos destravando o setor e trazendo Goiás para um ambiente mais moderno, especialmente no modelo de fulfillment”, explicou.
Logo após o decreto, o governo firmou um memorando de entendimento com a Shopee, que já atua no estado desde 2024. O acordo prevê a ampliação da estrutura logística da empresa, incluindo novos centros de distribuição e um centro de armazenamento de produtos de vendedores parceiros.
A expectativa da empresa é ambiciosa: expandir a malha logística e gerar cerca de 3 mil empregos em Goiás ao longo dos próximos cinco anos. “Isso significa entregas mais rápidas e maior conexão entre vendedores e consumidores”, afirmou a representante da plataforma, Luciana Hachmann.
A expansão já começa a ganhar forma. A Shopee tem presença em cidades como Goiânia, Aparecida de Goiânia, Hidrolândia, Anápolis e Rio Verde, e deve intensificar os investimentos nos próximos anos, com apoio dos municípios.
Representantes do setor produtivo comemoraram as medidas. O presidente da Acieg, Rubens Fileti, classificou o pacote como estratégico e elogiou a antecipação do governo diante da reforma tributária. Já o presidente da Associação Goiana de Municípios, José Délio, destacou o impacto direto na geração de empregos e no fortalecimento das economias locais.
Na avaliação do governo, o objetivo é claro: transformar Goiás em referência nacional em logística e comércio eletrônico. Com localização estratégica e crescimento acelerado do setor digital, o estado aposta agora em menos papelada e mais oportunidades para atrair gigantes do mercado.
Enquanto isso, para o consumidor, a mudança pode ser sentida no dia a dia: entregas mais rápidas, mais ofertas e um estado cada vez mais no centro das operações do comércio online no Brasil.

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